terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Debate e Açorianos

Dia 16 de dezembro de 2010, 19h,acontece o debate "Para ser escritor", com Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil, e Maria Eunice Moreira, na Palavria, Vasco da Gama 175, Porto Alegre. Acho que vai ser muito interessante, além de que os debatedores entendem muito do assunto.


Saiu hoje o resultado do Prêmio Açorianos de Literatura 2010. Eu estava torcendo para minha colega de oficina do Kiefer, Eni Allgayer. que era uma das finalistas na categoria Criação Literária, mas não deu para ela. Não faz mal, só chegar à final é uma vitória e tanto. Parabéns ao vencedores:

LIVRO DO ANO
Fim das Coisas Velhas, de Marco de Menezes (Modelo de Nuvem)

CRIAÇÃO LITERÁRIA
Marcel Citro, com Travessia: Quinze Contos Peregrinos

NARRATIVA LONGA
Anjo das Ondas, de João Gilberto Noll (Scipione)

CONTO
Os Limites do Impossível: Contos Gardelianos, de Aldyr Garcia Schlee (ARdoTEmpo)

CRÔNICA
Mulher Perdigueira, de Fabrício Carpinejar (Bertrand Brasil)

POESIA
Fim das Coisas Velhas, de Marco de Menezes (Modelo de Nuvem)

INFANTIL
Pedro Malazarte e a Arara Gigante, de Jorge Furtado (Artes e Ofícios)

INFANTO-JUVENIL
Três Pais, de Paulo Bentancur (Editora Atual)

ENSAIO DE LITERATURA E HUMANIDADES
Inteligência com Dor: Nelson Rodrigues Ensaísta, de Luís Augusto Fischer (Arquipélago Editorial)

CAPA
Flávio Wild, por Silêncio em Siena, de Flávio Wild (7Letras)

PROJETO GRÁFICO
Marisa Iniesta Martin, por O Nervo da Noite, de João Gilberto Noll (Scipione)

CATEGORIA ESPECIAL
Tentativa de Independência do Estado do Rio Grande do Sul, de Luigi Nascimbene. Organização de Mário Rozano, tradução de Elvo Clemente (Editora CiaE)

DESTAQUES
Editora Libretos
Gauchão de Literatura

domingo, 5 de dezembro de 2010

Novas aquisições

Hoje estive na Fnac e comprei vários livros legais. Estou louca para começar a lê-los.
A Morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstoi, ED. L&PM Pocket
50 Contos de Machado de Assis, selecionados por John Gledson-Companhia das Letras
Antologia Pessoal - Jorge Luis Borges, Companhia das Letras
Sabres e Utopias, Visões da América Latina - Mario Vargas Llosa, Objetiva. Nesse livro nosso Nobel de Literatura reuniu uma série de artigos sobre sua posição frente à realidade latino-americana.

Fico devendo os comentários para adiante.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estudos e leituras

Ando distante daqui por estar fazendo muita coisa. Dentre elas a oficina de criação literária do Charles Kiefer que tem me deixado mais exigente com aquilo que escrevo, talvez por isso não esteja conseguindo postar. Acabo usando mais o twitter pela possibilidade de postagens curtas e pela facilidade de fazê-lo pelo celular. Mas não posso deixar de aparecer e dar ao menos notícias. Quem quiser me acompanhar pelo twitter, o endereço é www.twitter.com/@angeladalpos

Estive em vários eventos da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano, que também contribuíram muito para meu aprimoramento. Destaco a oficina de contos do Altair Martins e a oficina do livro do Paulo Tedesco, esta última voltada a esclarecer acerca das várias etapas que envolvem a produção de um livro e aspectos do mercado literário.

Ainda na Feira do Livro, comprei vários livros interessantes que, na medida em que for lendo, vou noticiando e resenhando aqui no blog. Atualmente estou lendo "A Arte da Ficção" do Jonh Gardner, que traz dicas preciosas para os escritores. Estou no início, mas apreciando muito a leitura, fácil e pertinente.

Voltei para a aula de inglês e, para ajudar, estou relendo no original "The Real Thing" do Tom Stoppard. É uma peça de teatro, mas basta ler o primeiro ato para não querer mais parar.

Terminei de ler Comer, Rezar, Amar e também vi o filme. Gostei de ambos, mas como li o livro antes, tive uma sensação de Deja vu assistindo o filme. De qualquer maneira foi legal visualizar as paisagens e as cenas que tinha lido no livro e comparar as que eu mesma imaginei com as do filme.

Bom, espero conseguir ficar mais assídua nos posts. Até!

sábado, 28 de agosto de 2010

Sobre novelas, filmes e literatura

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Estou me convencendo que a regra vale para literatura.
Eu não sou muito fã de novela, mas ultimamente virei aficcionada pela nova versão de Tititi, acho que por uma nostalgia de minha adolescência quando passou a versão original. Pois bem, quem acompanha deve saber do drama da personagem Marcela da atriz Isis Valverde, grávida, que sofre um acidente de carro com o amigo Osmar,o qual morre, e a mãe de Osmar, num mal entendido, pensa que a moça era namorada do seu filho e que o bebê que Marcela está esperando é seu neto. A moça acaba mantendo a versão, com pena da mãe do amigo que está com câncer. A moça é hostilizada pelo irmão de Osmar que, sabendo da história, acusa a moça de querer dar um golpe, já que a família é abastada. Com o tempo, acaba surgindo um clima de romance entre os dois.
Lembrou muito um filme, Amor por acidente, baseado no livro Casei-me com um morto, de Coronel Woolrich, onde um casal viajava num trem indo visitar os pais do moço, que iria apresentar a esposa grávida. Na viagem conhecem uma moça, também grávida, e fazem amizade. Ocorre um acidente no exato momento em que a segunda moça experimentava a aliança da outra. O casal morre no acidente, e a moça é acolhida pela família do rapaz como se fosse a esposa. Inicialmente ela também é hostilizada pelo irmão do rapaz falecido, mas no fim acabam se apaixonando e ficam juntos, mesmo sendo descoberto o engano. O filme é ótimo, quero ver se consigo ler o livro.
Andei dando uma olhada na novela Passione. A personagem da atriz Mariana Ximenes, Clara, me irrita profundamente, fazendo o marido de gato e sapato, e o pateta sem desconfiar de nada das suas falcatruas. Parecia que eu já tinha visto aquela história em algum lugar. Então lembrei do livro do Vargas Llosa, Travessuras da Menina Má, e tive certeza de que, na Literatura, na novela, tudo se copia.

Abaixo cena do filme Amor por acidente.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Trailer - Comer, Rezar e Amar.

Já comentei aqui que estou lendo o livro Comer, Rezar e Amar. Vou ter que correr para terminar, pois o filme vai estrear no Brasil em 1º de outubro, e eu quero acabar o livro antes de ver o filme. Acho que esse filme vai ser um amor (adoro comédias românticas), e além disso descobri que a trilha sonora é do vocalista do Pearl Jam. Show! Bom, deixo aqui o trailer do filme com a música do Eddie Vedder para dar vontade de assistir.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Já conhece o Cinematerna?

Fiz um post para o blog do ZH Zona Sul falando sobre o Cinematerna, um projeto que eu adoro. Passa lá para conhecer! É imperdível para as mamães de bebês de até 18 meses.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Todo dia é dia dos pais

Para não deixar passar em branco, algumas fotos de meu pimpolho Gabriel com o papai Gustavo. Parabéns a todos os papais!


momento soninho


momento bagunça


momento soninho 2

terça-feira, 20 de julho de 2010

E a gente ainda se queixa da vida...

Fiquei comovida com a reportagem do Jornal do Almoço de hoje mostrando a situação das pessoas pobres que moram nas Ilhas de Porto Alegre, com o frio e a chuva. O que mais dói é ver as crianças, aparece um menininho peladinho em uma das casas, com um frio desses, é de cortar o coração. Quem puder ajudar com roupas, cobertores, mantimentos, etc, deve entrar em contato com a Associação de Moradores da Ilha da Pintada. Postei o vídeo aqui, para quem quiser assistir, começa a partir de de 2,47 minutos, pois no site do JA estão as reportagens divididas por blocos. Em um momento tem uma interrupção, mas logo em seguida ela continua. Assistam e ajudem! A reportagem é da Cristina Ranzolin.

domingo, 18 de julho de 2010

Promoção do blog da Dady



Dentre os blogs dos novos seguidores que pintaram por aqui do blog, encontrei essa promoção do Blog Érrimo, da Dady Parra, que é um barato. Basta seguir o blog e deixar um comentário no post da promoção para participar do sorteio do livro Deluxe. Passa lá e já conhece o blog que é muito fofo.

sábado, 17 de julho de 2010

Dúvida


Queria saber se quem deixa comentário em blogs depois volta para ver se há resposta. É que há um tempo atrás eu lia os comentários e respondia no próprio blog. Depois comecei achar que era perda de tempo, porque quem deixou o comentário dificilmente voltará para ver se teve resposta, servindo esta apenas para satisfazer a curiosidade dos próximos leitores que deixarão comentário. Mas ultimamente visitei uns blogs em que os donos respondem aos comentários e particularmente gostei de ler. O que vocês acham?
Deixa um comentário aí quem acha que vale a pena responder os comentários e por quê.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Curtinhas

Amanhã tem Cinematerna em Porto Alegre, estreando no sábado (originariamente era só às quintas), às 11h, no Cine Arteplex do Bourbon Country. Sou fã do Cinematerna, que leva mamães e bebês ao cinema, com a sala toda preparada para receber os pequenos, com iluminação baixa, ar condicionado e som reduzidos, trocadores. Eu estava frustrada porque voltei a trabalhar e não estava mais podendo comparecer às sessões. Veio em boa hora o lançamento das sessões aos sábados. Quem quiser conhecer mais sobre essa proposta, indico o site do Cinematerna.
O filme deste sábado é Shrek para sempre em 3D. Todas as mamães lá!



Vocês devem conhecer a revista Norte, da Arquipelago Editorial, especializada em literatura e cultura em geral. Pois é, agora ela é gratuita e está disponível nas livrarias. Corre para buscar a tua.
Ou quem preferir pode ler no site da editora.



Estou correndo para terminar a leitura do livro Comer, Rezar, Amar, da Elisabeth Gilbert, pois em breve vai ser lançado o filme com a Julia Robers e quero assistir já tendo lido o livro. Eu tenho um pouco de preconceito com best sellers, mas, depois que até a Martha Medeiros referiu que leu esse livro e adorou, senti-me absolvida. Comecei a ler e também estou amando. Quando acabar, eu faço uma resenha para o blog.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

100 seguidores

Oba, o blog acaba de atingir 100 seguidores. Para quem escreve, é muito bom contar com leitores fieis. Gostaria de agradecer imensamente pelas visitas e comentários, e dar as boas-vindas aos novos seguidores. Fiquem a vontade para opinar, enviar sugestões e textos para serem publicados aquino blog.

domingo, 11 de julho de 2010

Viva España!!

Em homenagem à Espanha, vencedora da Copa do Mundo 2010, posto esse vídeo com o maravilhoso bailarino espanhol, Joaquin Cortez.
Tive o privilégio de assisitir ao vivo duas apresentações dele, uma em Porto Alegre e outra em Madri. Só posso dizer que quando ele faz um solo como esse do vídeo, os homens da plateia se encolhem em suas poltronas, enquanto as mulheres ficam de boca aberta. Assistam e entendam por quê. Parabéns Espanha!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Toy Story 3

Assisti Toy Story 3 e achei tão bonitinho. Posso dizer que o filme é mais para os adultos que para as crianças, porque tem certas nuances que as crianças não conseguem perceber.
O apego dos brinquedos ao menino-dono, Andy, e o desinteresse deste pelos brinquedos por ter entrado na adolescência e não brincar mais me levaram a refletir sobre o consumismo. A gente se desfaz das coisas em dois toques porque surge outra apresentada como "melhor", mesmo que a que você tinha continuasse cumprindo sua função. O pior é que começamos a substituir as pessoas. Acho que os brinquedos representam justamente estas relações descartáveis entre as pessoas, que ocorrem toda hora, e a gente nem percebe. Ao olhar para trás, lá estão pilhas de ressentimentos e arrependimentos deixados pelo caminho.
No caso de Andy, sente-se uma certa tristeza dele por ter que deixar os brinquedos para trás, depositando-os no sótão. Não é fácil crescer e ter que guardar nossa criança no sótão. Então por que guardá-la?
Ainda há tempo de libertar a criança, retomar amizades, caminhar descalço, desapegar-se de coisas, ganhar tempo com quem amamos. Já se deram conta quanto tempo perdemos com esse monte de aparato tecnológico? Temos a impressão que estamos sempre ocupados, mas com o quê especificamente?
Simplifique sua vida, livre-se dos entulhos, deixe espaço para o que interessa. Inclusive para a sua criança interior.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cultura na rádio

Há dois programas culturais que estou adorando ultimamente e gostaria de indicar.

Um é o Talk radio, na Itapema FM, com a Katia Suman, às 12h. Para quem gosta de CamaroteTVCOM vai gostar desse programa, pois tem música, dicas culturais, entrevistas, crônica falada.

O outro é o Segunda Edição, às 18h, na Band News FM, com Lucia Bastos. Além das principais notícias da região, também há dicas culturais, entrevistas, lançamentos de livros, Luis Paulo Faccioli falando sobre livros e outras coisas mais.

Geralmente escuto quando estou no carro, indo ou voltando do trabalho e é um belo passatempo no trânsito lento de Porto Alegre.

Está feita a propaganda. E, não, não ganhei nenhum centavo por isso.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Escritor e o Marketing

Tecnologia é tudo hoje em dia, não? Para quem consegue aliá-la ao marketing, então, pode ser o segredo do sucesso.
O Carpinejar está fazendo o lançamento do livro Mulher Perdigueira com bate-papo com outros autores em várias capitais e utiliza o twitter para transmitir os eventos ao vivo. Estive no lançamento em Porto Alegre em que ele esteve conversando com a Martha Medeiros e o José Pedro Goulart. Foi muito interessante e tudo transmitido via twitter.
Hoje teve lançamento em São Paulo, e a conversa foi com a Marcia Tiburi. O vídeo está no blog do escritor.
Acho interessante observar a atuação do Fabrício na mídia, porque, além de ele ser um grande escritor, sabe fazer o marketing de si mesmo e se manter em evidência. E se utiliza de várias ferramentas tecnológicas, como blogs, twitter, etc, que lhe conferem visibilidade. Não adianta, com toda a gama de livros sendo lançados todos os dias, não basta ser bom , é preciso estar na vitrine se quiser que seus livros vendam. Quantos ótimos escritores a gente nem sabe que existe? Ponto para quem aposta em assessoria de imprensa ou desempenha bem esse papel, como é o caso do Carpinejar. Ele criou um personagem dele mesmo, uma imagem que chama a atenção e instiga a que as pessoas tenham curiosidade a respeito do que ele escreve ou tem a dizer. Pelo menos comigo foi assim e posso dizer que me surpreendi positivamente. É uma pessoa inteligentíssima, tem um raciocínio muito rápido e constrói as idéias de forma inusitada, deixando-nos sempre com algum questionamento, um ponto a refletir. Quem já conversou com o Fabrício ou leu algo dele sabe do que estou falando.
Hoje em dia compro tudo que ele lança, pois sei que a linguagem, a forma de dizer as coisas virão revestidas de subjetivismo, jamais serão lugar-comum, mas, ao mesmo tempo, permitirão uma identificação do leitor por tratar de temas do cotidiano.
Não li Mulher Perdigueira ainda, mas quando o fizer, conto por aqui.
Ah, e por falar nisso, outra coisa que favorece o escritor: o boca a boca é a melhor propaganda.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entre Nesta Campanha


Campanha contra o Bisfenol A em produtos infantis
Resolvi participar dessa campanha, pois vi uma reportagem no Fantástico a respeito e fiquei muito preocupada com os riscos que nossos bebês e nós mesmas corremos por conta dessa substância contida nos plásticos. Assim, transcrevo o texto sobre a campanha que copiei do blog Nave Mãe. Faça sua parte. Divulgue!
Me chamo Fernanda, e junto com a tradutora e pesquisadora Fabiana Dupont escrevo o site O Tao do Consumo e o blog Jornada aos Restos do Mundo, que discutem o meio ambiente a partir do consumo e a geração de lixo, dando atenção especial às embalagens. Como mãe de duas meninas, de 4 e 1 ano, tenho me dedicado bastante a pesquisar sobre o bisfenol. O Tao e o blog são independentes e surgiram de uma preocupação nossa com a saúde (em especial das crianças) e o meio ambiente.
O bisfenol-A é usado na fabricação do plástico. Segundo pesquisas, pode provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade. Por conta disso, já foi banido da Dinamarca, Canadá e Costa Rica. Na França, o projeto de lei de proibição do bisfenol-A já foi aprovado no senado e aguarda a passagem para a próxima instância. Nos Estados Unidos, vários estados e cidades já proíbem o uso do químico em produtos infantis. Mas e o Brasil?
Por aqui, a Anvisa continua liberando o uso de bisfenol na fabricação de mamadeiras, copinhos, pratinhos e brinquedos. E é por isso que criamos esse selo. Queremos, assim como foi no Canadá, a partir de uma revolução feita por mães, pedir a proibição do bisfenol nesses produtos.
Se você, assim como nós, quer seu filho livre de bisfenol, ajude a divulgar esse selo. Participe da campanha colocando o selo em seu blog.
Um grande abraço e muito obrigada
Fernanda Medeiros
Obs.: O leite materno é sempre a melhor opção e isso não se discute. A mamadeira em questão é a que deve ser usada quando é chegada a hora de suquinhos e outras vitaminas. Mesmo as mães que optam pelo uso de copinhos em substituição da mamadeira devem estar atentas ao bisfenol A, substância utilizada na fabricação de quase todos os produtos de plástico.
O que é bisfenol-A (BPA)?
O bisfenol-A é um produto químico usado na fabricação de plásticos. O BPA também é utilizado no revestimento interno de quase todas as latas de alimentos e bebidas, inclusive em latas de fórmula para bebês.
Por que o bisfenol A é usado em recipientes de comidas e bebidas?
Porque ele é transparente, forte, leve e duradouro e torna o plástico mais resistente a rachaduras. O revestimento de BPA usado no interior de latas de comida e bebida evita que as latas enferrujem.
O contato com o bisfenol-A traz riscos à saúde?
Nos últimos 10 anos, estudos com animais realizados em laboratório sugeriram que quantidades mesmo muito pequenas de bisfenol-A podem ser prejudiciais para a saúde, afetando principalmente o desenvolvimento de bebês e crianças pequenas.
Quais são os possíveis perigos do bisfenol-A para a saúde?
Os perigos incluem alterações no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê (função da glândula tiroide e crescimento do cérebro); mudanças no comportamento e no desenvolvimento do intelecto (hiperatividade e agressividade). O bisfenol-A também foi associado à obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer, puberdade precoce e tardia, abortos, infertilidade e anormalidades no fígado. Pesquisas já associaram o químico a problemas sexuais em homens, como a diminuição da qualidade e da quantidade de esperma.
Como estamos expostos ao bisfenol A?
Bebês e crianças: há duas formas mais comuns de contato com o BPA:
1 – O BPA pode ser transmitido para criança através do consumo de alimentos ou bebidas acondicionadas em plástico, como mamadeiras, copinhos, pratinhos e talheres. É importante salientar que o aquecimento da mamadeira leva a um maior desprendimento do bisfenol-A, no entanto, em mamadeiras de plástico a migração vai acontecer independe dela ser aquecida ou não.
2. O BPA também pode migrar de latas, como as de leite em pó, e assim ser ingerido pela criança. É cientificamente comprovado que o bisfenol-A passa pela placenta e a contaminação do feto ocorre sempre que a mãe ingerir um produto que esteve em contato com o químico.
Adultos: Pela ingestão de alimentos ou bebidas provenientes de latas, recipientes plásticos usados para guardar alimentos na geladeira, garrafas (squeezes) e garrafões.
Como evitar o contato com o bisfenol A?
- Consuma frutas e hortaliças frescas. Ao comprar conservas prefira as de vidro.
- Não aqueça comidas ou bebidas em recipientes de plástico.
- Rejeite qualquer recipiente de plástico que estiver velho, gastou ou turvo. Isto inclui garrafas d’água. Para acondicionar alimentos prefira os de aço inox, cerâmica ou vidro.
Como proteger o meu bebê do bisfenol A?
- Evite ingerir bisfenol-A se estiver grávida ou em fase de amamentação;
- Dê leite materno;
- Prefira mamadeiras de vidro ou que tenham o selo BPA free.
Para mais informações, pesquisas e notícias sobre o bisfenol-A: www.otaodoconsumo.com.br

domingo, 20 de junho de 2010

O Casaco do Dunga


Em tempos de Copa do Mundo, todo mundo emitindo opinião, resolvi dar meu pitaco. Não sobre futebol, que ninguém deve falar do que não sabe.
A gente está cansado de saber que gosto não se discute. Cada um usa o que quer, embora a moda esteja aí, impondo suas regras. Ainda assim, não é unânime. A exemplo disso, o casaco que o Dunga vestiu na estreia do Brasil na Copa. O povo do esporte todo malhando, Dunga cafona, contrata alguém para ajudar a te vestir; o povo da moda dizendo que ele é o técnico mais fashion. E na geral, todo mundo palpitando de um lado e de outro. Vai entender!
O cúmulo que ouvi foi de uma advogada, que visivelmente não entende nada de moda, a considerar o jeito que ela se veste, que “o casaco do Dunga era ridículo, até os nossos presos se vestem melhor!” Coitada, essa deve achar que Herchovitch é marca de xarope.
Particularmente, eu adorei o casaco do Dunga. Não só porque é um legítimo Alexandre Herchovitch, mas porque me remete ao Pequeno Príncipe nos conduzindo com sabedoria sobre os planetas-países que se perfilam até a final.
Admito, gosto do Dunga. Pronto falei. Podem me criticar, mas admiro a seriedade e a garra que ele põe no que faz. Passa a idéia de uma pessoa íntegra, dedicada, batalhadora, e, para mim, isso é motivo de orgulho. Se o casaco dele é bonito ou não, se combina com a ocasião, é o que menos importa.
O mais interessante nisso tudo é essa diversidade de opiniões. Ele pode vestir o que for que jamais vai agradar todo mundo. Daí que o importante é a pessoa se sentir bem consigo mesmo, o jeito de se vestir, atitudes, modo de pensar. Olhe para você, se o que vê não é motivo de orgulho, está na hora de rever seus conceitos. Reinvente-se, assuma o que lhe agrada, livre-se do que não lhe é natural. Quando a gente gosta de si, as críticas são recebidas como afagos no ego.Deve ser assim que o Dunga pensa: falem de mim!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sites legais

Para dar o ar da graça por aqui e retomar o blog, passo três dicas de sites interessantes.

Para quem gosta do programa da Oprah no GNT, e lê em inglês, o site é muito legal, cheio de dicas sobre os mais variados assuntos.

Achei interessante o site portas-com-estilo, em que é possível escolher adesivos para as portas, deixando-as personalizadas. Estou louca por uma para mim.

Comprei uma geladeira na loja virtual do Ponto Frio e já vai fazer um mês e eles não entregaram ainda. No site reclame aqui é possível registrar a reclamação. Quem experimentou garante que dá resultado, e a empresa reclamada resolve o problema. Fiz minha reclamação hoje. Depois eu conto o desfecho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Troca de bebês

Fiquei chocada com a notícia de dois bebês que foram trocados na maternidade e agora, depois de um ano e pouco, as famílias desfizeram a troca.
Como assim desfizeram a troca? Então não amaram aquela criança como se fosse seu filho por todo esse tempo para agora descobrir que não tem o seu sangue e então destrocar? E não estamos falando de uma mercadoria, estamos falando de dois bebês, que conhecem e amam aquela mãe que os criava, toda a sua referência familiar era aquela e, de repente, muda tudo.
Não consigo nem imaginar a dor dessa "destroca", digo até que é mais traumática que a troca inicial. Posso estar errada, mas pai/mãe é quem cria. Como é que se "destroca" um filho, alguém me responda. Se dependesse de mim, não sei se conseguiria. Depois de amar meu bebê, como entregá-lo e amar outro em seu lugar? Num caso desses, acho que o sangue é o que menos conta.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Maria Luisa

A história de Maria Luisa é breve como sua existência. Na inocência de seu um aninho e pouco, com a boca ainda vermelha dos comprimidos de sulfato ferroso que ingerira pensando que fossem balinhas, disse sorrindo para a mamãe que tinha “papado tudo”.
A mãe de Maria Luiza, na inexperiência de seus vinte anos, perguntou para a avó da menina se fazia mal que esta tinha tomado, pelos seus cálculos, quase meio vidro dos comprimidos, e a avó, apavorada, aconselhou que a levasse ao hospital.
Por fim, a mãe-menina levou a filha no posto de saúde mais próximo, para fazer mais rápido.
A enfermeira vestida de branco passou-se por médica aos olhos da inexperiente mãe, que sequer questionou quando aquela, sem nem examinar a menina, mandou-a de volta para casa, recomendando que desse suco de gelatina para a criança, que esta apenas teria uma dorzinha de barriga, nada demais.
De fato, a pequena começou a queixar-se de dor de barriga, passada uma hora da ingestão, dor essa que foi aumentando a ponto de fazer a menina se contorcer e chorar muito.
Decidiram levá-la ao pronto socorro da cidade, onde no caminho a menina desmaiou de dor, mas, na verdade, chegara ao hospital em coma. A correria foi grande para tentar salvar Maria Luisa, pois a medicação já tinha sido absorvida pelo organismo. Chegou a ser removida a Porto Alegre, porém não resistiu à gravidade de seu quadro, vindo a falecer no dia seguinte.
A história de Maria Luisa chegou até mim hoje por meio de um processo criminal contra a enfermeira. À dor da mãe juntou-se a minha e quase não consegui fazer as perguntas pelas lágrimas que me caiam dos olhos e o nó que eu tinha na garganta.
Errou a mãe que não percebeu a filha tomando a medicação, enquanto fazia o almoço. Mas poderíamos dizer que errou ao confiar na pessoa de avental branco que a atendeu? Seria correto exigir-lhe que não confiasse?
Errou a enfermeira que não encaminhou o caso com urgência ao médico plantonista, subestimando os efeitos de uma intoxicação por sulfato ferroso. Estaria ela com excesso de trabalho? Queria provar conhecimento?
A resposta para essa sucessão de erros é que Maria Luisa pagou com a vida. Com a sua e com um pedaço da de sua mãe, pai, avó, familiares. Até de mim, que nem a conhecia, arrancou um pedacinho hoje.
A natureza devia ter permitido sete vida às crianças, como garantia de protegê-las de sua curiosidade e inocência, mas, acima de tudo, dos erros e omissões dos adultos, seus descuidos e falta de atenção pelo excesso de tarefas ou seja lá por que motivo for.
Deus deve ter as suas razões para ter levado esse anjinho tão cedo. Se foi para nos ensinar, simbora todo mundo fazer a lição de casa: tirar os remédios, produtos e utensílios perigosos do alcance das crianças; ainda assim, não pregar o olho delas quando estiverem sob nossos cuidados; se você não é médico, não se meta no que você não está preparado para resolver, chame o médico. Se desconfiou, busque uma segunda opinião. Pode parecer pouco, mas também pode ser a diferença de ter seu filho vivo ou não.
Maria Luisa, pelo menos para mim e para todos que conheceram sua história, tenho certeza, não foi em vão.

domingo, 11 de abril de 2010

O Olhar de Antony - por Nílson Souza


O talentoso jornalista (e impagável piadista) Ivo Stigger me presenteou esta semana com a revista que edita para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Como recebo dezenas de publicações por semana, quase sempre dou uma folheada e deixo de lado para ver mais tarde. Mas o olhar de Antony me fisgou. E quando me fixei mais atentamente no garotinho de um ano que ilustra a capa da publicação, fui fulminado pela cicatriz em seu peito – um corte da parte superior do esterno até o umbigo. Li a história do menino e me comovi mais ainda.

Antony, contam o editorial escrito por Stigger e a reportagem de Angela Caporal, viajou do Acre a Porto Alegre nos braços de sua mãe, de 18 anos, e de sua avó, para se livrar de uma doença congênita do coração. Foi operado no Hospital da Criança Santo Antônio, que desde 2002, graças a um mutirão de solidariedade feito no Estado, voltou a funcionar e passou a integrar o Complexo Hospitalar Santa Casa. Todo o tratamento do menino foi custeado pelo SUS – o nosso tão útil e tão malfalado sistema de saúde pública.

Fiquei longo tempo contemplando a foto do pequeno guerreiro, recém-saído da batalha pela vida. Ela documenta um milagre da medicina, que devolveu vigor ao coraçãozinho avariado. Mas retrata acima de tudo um episódio de coragem, de imensa coragem. Primeiro por parte das duas mulheres que atravessaram o país com sua frágil carga humana, protegida pelo invólucro do amor desinteressado e exclusivo das mães (avó é mãe ao quadrado). Depois, por parte de uma equipe de anônimos servidores da saúde que lidam diariamente com o sofrimento dos doentes, especialmente aqueles que cuidam das crianças enfermas. Porém, o mais impressionante gesto de coragem – na minha visão – foi praticado pelo homem do bisturi, que rasgou o peito delicado do menino para extrair o mal e para consertar os danos com os seus dedos de relojoeiro. Que destemor! Que determinação! Que precisão!

Sei que os cirurgiões fazem isso todos os dias, mas este fez o seu trabalho com tanta destreza e carinho, que, ao tocar no coração do garoto, fez acender uma luz mágica no seu olhar.


Essa crônica foi públicada na Zero Hora de ontem, 11/04/10 e quis dividir com vocês.
Obrigada a Nilson Souza por nos presentear com o olhar de Antony.
Escrita com muito carinho,não pude conter as lágrimas.
Agradeço a Deus pela saúde desse anjinho.
Em tempos de pacote de beleza, é bom ler um texto desses para nos sacudir da nossa futilidade.
abraços

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Volta ao trabalho e resultados

Está difícil de escrever. Voltei a trabalhar essa semana. Não sei ainda como se faz para dar conta do trabalho, do bebê, do marido, e ainda achar um tempinho para mim e para cuidar do blog. Já estou estressada. A fórmula é fácil, eleger prioridades, mas na prática é tão difícil. Ninguém gosta de abdicar de coisas.
Eu até tenho um tempinho sobrando à noite, pois meu bebê dorme cedo, mas aí sou que estou tão cansada que só tenho vontade de dormir também. Talvez seja porque é a primeira semana, espero pegar logo o jeito
Falando do meu pacote de beleza, até agora estava dando um resultado bom. Meu peso na balança não mudou muito, talvez por causa da musculação. Já minhas medidas reduziram consideravelmente: 7cm no quadril – que me permitiu entrar nas velhas calças 38 – e3 cm no abdômen. Bom né? Vamos aos poréns: por falta de tempo, tive de largar a natação. Adotei a caminhada e tento voltar a correr, será que dá na mesma?
O gostoso disso é voltar a ter vontade de se arrumar. E se arrumar, ainda que para o trabalho, faz eu me sentir bem.
Pausa para o final de semana e, na segunda-feira, voltamos quem sabe um pouco mais adaptada.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meu pacote de beleza


Contei da minha dificuldade de perder os quilinhos que restaram da gravidez.
Agora cansei e resolvi fazer um pacotão de beleza:
natação e musculação 3 vezes por semana;
pacote emagrecimento com 5 sessões de infrared, 5 de aplicação de enzimas, sementinha de prata na orelha para inibir a fome, aromaterapia com dois vidrinhos para inalar quando bater a ansiedade por comida doce ou salgada;
pacote de manthos com 10 aplicações no abdômem, seguido de drenagem linfática.
E o principal: redução da alimentação, principalmente à noite, comendo algo mais completo às 18 horas e apenas uma coisinha antes de dormir (iogurte light ou uma fruta). Ufa!
Estou satisfeita porque faz uma semana que eu comecei e senti nas minhas roupas que já comecei a reduzir medidas, entrei nas minhas calças jeans 38. Isso quer dizer que o quadril já reduziu, falta perder o restante da barriguinha. Não sei se são os exercícios, o pacote estético, a dieta ou tudo junto, mas o importante é que o resultado começou a aparecer e já estou com minha autoestima mais elevada e me sentido muito melhor. O mais difícil é manter depois de perder peso, espero conseguir. Amanhã vou tirar as medidas para comprovar se realmente diminuí.
Bem, quis dividir com vocês para servir de estímulo se alguém está na dúvida de começar algum tratamento estético ou dieta. Sempre vale a pena.
Semana que vem volto a trabalhar e não sei como vou dar conta de tudo, além do tempo para meu filho. Depois eu conto como resolvi.

terça-feira, 23 de março de 2010

Dica de Site: L&PM e entrevista da Martha Medeiros


Já visitou o site da L&PM? Tem vários artigos e entrevistas sobre escritores, livros etc. Indico a entrevista em vídeo da Martha Medeiros, que fala sobre a vida da escritora e seu início no mercado literário.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Café ZH na Zona Sul

Só para lembrar que amanhã, 19/03/10, das 15 às 19h vai ocorrer o Café ZH no Machry Armazém e Bistrô na Zona Sul. Te vejo lá.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Café e Bazar


Nesta sexta-feira e sábado, dias 19 e 20 de março, das 11h às 20h, vai acontecer um evento diferente no Café do Porto em Porto Alegre: um bazar de jóias e roupas de luxo.

Quem promove é a queridíssima Cláudia Dal Pozzo, autora do badalado blog Claffé, especializado em moda e tendências, que eu adoro e recomendo. Paralelamente ao bazar de jóias da Claffé Jóias - que estarão com 50% de desconto, exceto lançamentos -, acontece um berchó deluxe com várias marcas bacanas como Dior, Prada, Dolce & Gabbana, Colcci, Fórum by Tufi Duek, Isabela Capetto, dentre outras.

Além de amar as jóias da Claffé (são lindas, depois me cobrem se eu estiver mentindo), achei muito interessante essa mistura de café com bazar e resolvi passar a dica para vocês. Eu pretendo conferir.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Selinho do Mosaicos do Sul


Mais um mimo presente da queridona Claudia Bins do blog Mosaicos do Sul para os amigos. Aliás, eu super recomendo o blog dela, cheio de dicas quentíssimas de viagens. Aproveito, então, para repassar o selinho para os frequentadores aqui do blog. Pode levar para casa e divulgar o blog da Claudia!
E por falar em Mosaicos do Sul, recebi hoje o livro que ganhei na promoção que ocorreu lá no blog. 1000 Lugares para conhecer antes de morrer. Depois eu comento.

terça-feira, 9 de março de 2010

Big Brother, por que não?


Engraçado, nessa minha vida de mãe em licença maternidade viciei em novela e Big Brother. Explico. Fiquei um tempão no litoral em janeiro e fevereiro e só pegava a Globo. A falta de alternativa me fez acompanhar esses dois programas em particular.
A novela me prendeu por causa da história da Luciana e do Jorge, adoro um romance. Já o Big Brother, pelas relações humanas, os conflitos, as intrigas, os conchavos, as reações. É claro que tem muita futilidade também, conversas sobre corpo, malhação, lipo, silicone, festas, etc. Mas o que me chama a atenção são os comportamentos dessas pessoas e como reagem entre si e diante de determinadas situações, causando, em quem assiste vários sentimentos antagônicos: amor, ódio, raiva, simpatia, antipatia. Já critiquei muito o programa, mas aprendi a vê-lo por esse novo ângulo e recomendo.
Deve ser efeito da idade isso de rever os conceitos. De uns tempos para cá, tenho tentado ser menos excludente, e procurado ver as coisas e as pessoas por um outro ângulo, procurando o lado positivo de tudo e sabe que tenho aprendido coisas interessantes? Vale a pena tentar conhecer melhor principalmente as pessoas antes de decidir que elas não servem para nosso convívio. Todo mundo tem algo de bom. Se não, pelo menos teremos aprendido um pouco mais sobre relações humanas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chamada para o Café ZH na Zona Sul

Hoje saiu no Caderno ZH Zona Sul a chamada para o Café ZH que vai ocorrer no Machry Armazém e Bistrot, dia 19 de março, com um texto meu contando a experiência do Café ZH no Moinhos. Tem fotinho minha e do Gabriel também. Passa lá e comenta. Para acessar, clique aqui.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Promoção do blog Mosaicos do Sul

Só para contar que fiquei muito feliz de ter sido sorteada na promoção do blog Mosaicos do Sul ,que é um blog que eu adoro e visito direto . Estava doida por esse livro (1000 lugares para conhecer antes de morrer). Para quem não acredita nas promoções dos blogs, tenho que dizer o seguinte: só ganha quem participa.

Gabriel no Café ZH


Saiu minha foto com Gabriel no Café ZH com um textinho. Quem quiser conferir, clica aqui. Os comentários são sempre bem vindos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Promoção do Blog da Clarissa

Legal, ganhei mais um presente. Dessa vez foi do blog da Clarissa Correa, e o brinde para melhor frase, historinha, poema, etc. contendo "olha quem está falando", era um kit da Olha quem está falando.
A minha foi:
Mãe estressada:
-Olha quem está falando, mamãe, para não dar minha papinha ao Totó e colocar a ração dele para mim!

Fiquem ligados nesse blog que, além de ter umas crônicas bem legais, sempre tem promoções bacanas. E é tão bom ganhar um presentinho, não?

Café ZH

A Equipe dos Cadernos de Bairro da Zero Hora estará lançando amanhã, 25/02/10, no Café do Porto, na Rua Padre Chagas, no Bairro Moinhos de Vento, o Café ZH, das 11h às 19 h. A iniciativa consiste em transferir a redação para a cafeteria do bairro e de lá receber os leitores com sugestão de pauta, fotos de moradores e frequentadores da região. O blog do ZH Moinhos receberá atualização constante, com o material produzido. Haverá participação do Conselho de Blogueiros, que postarão em tempo real.
Estão todos convidados para conhecer a função. Pretendo passar por lá também com meu pimpolho. É uma oportunidade ímpar de contribuir na feitura de um jornal, fazer-se ouvir e opinar. A Zero Hora, na linha dos grandes jornais do mundo, deu-se conta da importância da participação direta do leitor na produção da notícia e foi buscá-lo pela mão em seu habitat.
Aguardem que em breve o Café ZH estará também na Zona Sul.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gabriel no Jornal O Sul


Queria dividir com vocês a fotinho do meu pimpolho que saiu no Jornal O Sul. A gente estava na Beira da Praia e o fotógrafo apareceu e pediu se a gente queria participar. A foto foi uma das escolhidas e foi publicada. Modéstia parte, ele está muito lindo, não? É o risonho da mamãe.

Promoção no Blog Nome de Flor


Quer ganhar o presente fofo acima? Então passa lá no Blog Nome de Flor e participa. Basta seguir o blog e deixar um comentário no post da promoção para participar do sorteio. Boa Sorte!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Reparando os estragos

Estou comprovando na pele o que a falta de sono faz. Eu já tinha lido que ela prejudica a pessoa em muita coisa, mas principalmente na memória e na criatividade. É vero! Ando mais esquecida do que jamais fui e minha criatividade está a zero. Basta ver minha produção literária, que anda parada, parada. Desculpem aqueles que gostam do que escrevo.
Esquecida eu sempre fui, mas a esse ponto, de não lembrar o que almocei ou o que falei ontem, não tinha me acontecido. Eu disse? Você me contou isso? Ou então repito a mesma história quinhentas vezes para a mesma pessoa. Caduquice total.
Certo, é natural, pois tive bebê e estou dispensando-lhe cuidados na madrugada. Tem quatro meses já que isso acontece e me pergunto que danos irreversíveis terei num futuro próximo. Mãe fisicamente padecendo no paraíso, porque, é claro, que não me arrependo de nada e todo esforço é com muito amor. Apenas estou catalogando as baixas.
Deu para notar também como a constância quanto à alimentação saudável e a prática de esportes fazem diferença a longo prazo. É que, durante a gravidez, me descuidei um pouco e acabei engordando dezessete quilos. E ainda fiquei os últimos três meses de cama, com risco de parto prematuro, e, assim impedida de qualquer exercício físico. Resultado: está muito difícil de voltar ao meu peso. Mais do que isso, de entrar em forma, pois estou sem pique nenhum para a malhação, logo eu que era toda atleta. Sinto-me com cem quilos acima do peso e não apenas com os oito que quero perder. A caminhada é difícil, a corrida parece algo inatingível. É como se tivesse que começar tudo do zero, que estivesse sem qualquer condicionamento. Comer pouco, ou saudável também é algo que parece que vai me matar – de fooome!
Não é nem questão de estética – a busca do corpo perfeito – mas de saúde mesmo, de sentir-se bem, de poder fazer as tarefas simples do dia a dia, como cuidar do meu bebê, por exemplo, sem se sentir tão exausta. É claro que, se eu fizer as pazes com o espelho, terei igualmente dado um passo na direção da reconquista da minha autoestima.
Se serve de alguma coisa a experiência de alguém, não abandonem a academia e os hábitos saudáveis, logo ali o corpo se ressente e reclama. Se não estiverem dispostos, diminuam o ritmo um dia ou dois, mas retomem assim que possível. Uma boa noite de sono, para quem pode, ajuda em todo o resto. Você fica mais disposto para malhar, para manter a dieta, para trabalhar, para criar, para o que te dá prazer.
Quero muito me encontrar com o que eu era antes, assim serei uma mulher completa, já que, como mãe, estou plenamente realizada. Os textos e minhas roupas tamanho 38 que me aguardem! Caber nelas significa retomar o controle, caber em mim mesma. Ando confusa na administração dos excessos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Moderação de Comentários

Como vocês já observaram, até então não havia moderação de comentários aqui no blog. Só que de uma hora para outra começou a aparecer um monte de comentários anônimos indesejados, dando o maior trabalho para apagar.
Assim, resolvi acionar o moderador de comentários, pelo menos por um tempo, para ver se inibo essa prática. O comentário, daqui para frente, só vai aparecer depois da minha aprovação, mas apenas para as mensagens mais antigas (mais de 14 dias). As mais novas permanecem livres de moderação.
Espero que isso não os iniba de deixar comentários, pois eles me deixam muito feliz.
Esse é um teste, podem protestar se não gostarem.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Resenha: Travessuras da Menina Má - por Teresa Azambuya


Terminei de ler Travessuras da Menina Má do Llosa. Eu poderia escrever uma rezenha a respeito, mas minha colega Teresa Azambuya escreveu uma resenha tão completa no blog Literatura: Amores e Horrores, que eu não poderia fazer melhor. Então resolvi transcrevê-la aqui.
Recomendo muito a leitura do livro, pois adorei. A resenha dá uma idéia por quê. E em se tratando de Llosa, o nome do autor por si só referenda a leitura.

A menina má de Mario Vargas Llosa é uma personagem do tipo que conquista o leitor pela repulsa. Por ser irritantemente sincera no seu desamor. Por fazer de gato e sapato o seu par protagonista, Ricardo Socomurcio. E por deixar o leitor ciente de toda a sua canalhice, abandonando aquele que a ama e voltando apenas nos momentos em que mais está precisando.

A santíssima bondade do personagem Ricardo irrita da mesma forma. Ama incondicionalmente a menina má, desde a sua mais tenra juventude, e aceita todas as idas e vindas daquela mulher, embora prometa, a cada vez que é abandonado, nunca mais sucumbir.

A história contada apenas sob essa ótica de romance frustrado em nada tem a ver com a rica narrativa composta por Vargas Llosa. A relação da menina má com o tradutor e intérprete da UNESCO, Ricardo Socomurcio é apenas um detalhe dentro da narrativa, um fio condutor. Dele o autor se vale para apresentar um panorama completo das sociedades francesa, inglesa e, principalmente, peruana, com todos os seus levantes e problemas, nas décadas de 60, 70, 80.

O Peru é o início de tudo, onde ocorre a infância dos protagonistas e seu primeiro desventurado encontro. A França, especificamente Paris, no auge de sua influência cultural, foi escolhida pelo protagonista como um objetivo de vida, um lugar ideal para se viver. Depois, no momento em que a Inglaterra assume o posto de irradiadora de cultura, com a revolta hippie, com o rock inglês e tudo o mais, passa a ser o lugar onde mais um reencontro entre Ricardo e a menina má acontece. O oriente, a cidade de Tóquio, com sua ascensão tecnológica é outro cenário. O Peru e seu contexto político encaminha o final da narrativa; há ainda uma passagem pela Espanha, e a trama encerra-se na França.

As pequenas histórias e personagens que circundam esse eixo principal são, da mesma forma, muito interessantes: o cozinheiro que recrutava guerrilheiros pra lutarem nas montanhas do Peru; o hippie peruano que foi adotado por uma nobre lady inglesa; o japonês depravado, insano, voyeur; o casal que adotou um filho vietnamita, mudo, que volta a falar; o construtor de quebra-mares peruano, a cuja ciência oculta os engenheiros mais experientes sucumbiam; a italiana cenógrafa que trabalhava quase que gratuitamente somente por amor à arte.

Há pessoas que consideram a obra uma alegoria das posições políticas do autor (relacionando o japonês sádico ao ex-presidente do Peru, Fujimori), ou um desabafo sentimental de Llosa, ou, ainda, uma representação da vida do autor no personagem Socomurcio. São todas leituras válidas, que eu fui descobrir após ler o livro e depois mesmo de ter escrito este post. Entretanto, o registro que fiz aqui é apenas de leitora, comprometida com a obra, sem tentar fazer uma análise extra-texto.

Nesse sentido, a obra vale a pena do início ao fim. Para aqueles que querem conhecer esse amplo panorama histórico, para quem quer revoltar-se com um relacionamento que parece não ter conserto, para quem quer se encantar com as histórias de vida de personagens muito distintos de nós e distintos entre si, ou para quem quer tudo isso condensado numa obra literária de qualidade. E também para quem quiser ir além, tentar extrapolar a barreira do literário e incursar numa leitura política, ideológica e histórica.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A graça do sem graça


(foto Gustavo Barreto)
O que eu gosto do litoral é poder deixar de lado as atribulações, formalidades e, principalmente, a produção diárias e adotar um estilo de vida mais simples.
O salto alto fica em Porto Alegre e, na praia, é substituído pelas rasteirinhas e chinelos. Os pés agradecem a pausa.
As roupas são leves e despojadas. Não pretendem impressionar, apenas proporcionar conforto.
Quase não pego o carro. Tão agradável poder caminhar algumas quadras até o mar, o armazém da esquina ou à pracinha central, para um crepe no palito. Até um salão de beleza da capital se instalou por lá, onde, andando, posso chagar e resolver as questões femininas que não podem esperar – depilação, por exemplo.
Acho uma pena que as pessoas na praia de Atlântida, onde freqüento, perdem uma oportunidade valiosa de adotar esse estilo mais simples. Há desfile de carros de luxo, estresse por uma vaga próxima à praia, alta produção, valendo o uso de brilhos, jóias, roupas de banho e óculos de grife, escovinha no cabelo, unhas pintadas. Pudera o salão de beleza da capital abrir em Atlântida no verão, com certeza não sobrevive de clientes com o pensamento como o meu.
Os condomínios de luxo são outra praga que se espalharam pelo litoral e que vão contra ao que aprecio. Selvas de pedra, muradas, geralmente bem longe do mar, com toda a infra-estrutura dentro do próprio condomínio – laguinho, piscina, campo de futebol, TV a cabo, etc. Tudo bem pela segurança, uma vez que a violência também tira férias no litoral, mas qual a diferença de ficar em Porto Alegre? Ora, dirão seus defensores, basta pegar o carro e ir até a beira da praia quando desejar. Fácil, sim. Para mim não serve.
Concordo que é bom ter opções de bons restaurantes, festas, shows, o que não significa produção. O menos é mais. Já não chegam as exigências que os compromissos profissionais e sociais recomendam, o ano todo ainda vamos adotar o mesmo comportamento na praia? Não eu.
Renuncio à pose e lanço mão do básico para tudo que for possível. Dou-me até o direito de distrair-me com leituras rasas e assistir ao Big Brother, por que não? - aproveitando que minha TV só pega a Globo. A alienação no período de férias não causa danos irremediáveis e, despindo-se de preconceitos, pode-se descobrir graça com coisas que a grande maioria das pessoas que nunca leu nenhum dos Clássicos, ou meia dúzia de livros(e nem quer) se diverte. A empáfia pode nos privar de experiências interessantes.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Show do Cranberries

Quem me acompanha pelo twitter já sabe que fui ao show do Cranberries e fritei lá no Pepsi on Stage. O calor estava insuportável (Ultimamente não estou dando muita sorte com as condições climáticas e externas dos shows que tenho ido, mas não desisto, já deu para notar que adoro - literatura e música são minhas paixões).
Falando da banda, foi bom, meio parado, talvez porque eu vinha no embalo do Metálica e aí não tem comparação. O bom é que eles tocaram vários hits conhecidos e agradaram muito.
A única coisa que me deu nervoso foi o modelito da vocalista, quero dizer, o vestidinho de paetês estava ok, agora ela estava usando tipo uma manta, echarpe, cachecol, sei lá o que era aquilo, branco, que ficava balançando sobre os braços como se fosse uma capa de super-herói, umas asas de anjo,não sei, só sei que com aquele calor dava agonia só de olhar e não causou o efeito de palco que ela devia esperar.
De qualquer forma, com calor, cachecol e tudo, eu gostei do show, o problema é que já não tenho mais 20 anos e cansei bastante. Mas não me entrego fácil, em breve novos posts sobre shows.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Show do Metalica

O show do Metalica em Porto Alegre foi fantástico. Mesmo eu que não sou fanática pela banda adorei. A batida forte combinada com os solos de guitarra estavam em perfeita sintonia. Cada clássico fazia vibrar por dentro. O vocalista, super carismático, conversou com a plateia e levou o público ao delírio.
Pena que o show perfeito no palco não foi acompanhado da estrutura e organização perfeitas. O Parque Condor, onde foi o show era pura lama, resultado da chuvinha da tarde daquele dia, somado aos milhões de pés de fãs pisoteando. Se deu bem quem foi de cuturno. A amadora aqui foi de sandalinha, achando que a área vip fosse local privilegiado. Nada disso! O lamaçal foi uma constante. Desde o estacionamento, já se tinha uma idéia do que nos esperava. Era num local parecido com um lixão, devem ter passado uma patrola para assentar o barro. Mas com os carros passando e passando, virou um sabão, um lamaçal geral, pegando de surpresa os motoristas imperitos. Vários carros atolaram e, pasmem, tinha até um trator para puxá-los. No final do show, o caos completo pelo estreito acesso para milhões de pessoas numa única saída. Me senti como gado sendo levado em meio a multidão de metaleiros, sem saber direito para onde ia. Fiquei com medo de dar algum tumulto e sair esmagada.
Na avenida, o trânsito completamente parado, sem organização. Levamos mais de uma hora para conseguir sair do lixão do estacionamento. Teve até um carro que incendiou. Parecia filme. Cheguei em casa por volta das 3 e meia da manhã exausta, mas satisfeita. o show compensou todo o resto.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dicas para escritor

Esse texto estava no blog da Livraria Cultura e resolvi compartilhar com vocês, pois achei as dicas de organização para escrever um livro super úteis. Quem quiser ler no original, clique aqui.
Como Planejar para escrever seu livro? Parte 1.
(por Christian Barbosa)
Recebi um monte de mensagens perguntando sobre como eu faço para escrever um livro, como me planejo e perguntas relacionadas. Esse post é um resumo da minha forma de me planejar, gerenciar meu tempo e escrever, o que não significa que é uma “best practice”, é apenas o jeito que encontrei e que talvez possa te ajudar.
Como foram dúvidas muito diferentes, vou dividir o post em 3 partes. A primeira é essa sobre planejamento. A segunda sobre o relacionamento com as Editoras e a parte final da escolha do tema, pesquisa e desdobramentos.
Passo 1 – Mapa Mental
A primeira coisa que faço quando recebo a encomenda de um livro ou quando estou pensando em escrever sobre um livro é o desdobramento do livro em um mapa mental. Antes do livro começar eu já sei o começo, meio e o fim. Isso guia meu raciocínio lógico.
Eu já comentei sobre mapas mentais aqui no blog, essa técnica é muito legal para ter as macro idéias.
O que não significa que não possam haver alterações! Claro que elas acontecem, mas nunca fugi muito do plano inicial.
No meu último livro – Mais Tempo Mais Dinheiro o processo foi exatamente esse. Em um sábado, em Santos, agendei a reunião de planejamento com o Cerbasi e fiz o mapa mental que vocês podem conferir. Essa é a versão ORIGINAL, durante o nosso brainstorm (desconsiderem eventuais erros de ortografia). Quem leu o livro e comparar vai ver que seguimos 85% desse roteiro. No começo o nome dos ciclos eram outros, quando começamos a escrever isso mudou e acrescentamos o ciclo da Frustração. Essa reunião demorou exatamente 4 horas, pois nas palestras que fazíamos em conjunto há mais de 5 anos, nas salas de aeroporto, nos almoços, já fazíamos um “brainstorm não estruturado” juntando as pecinhas de tempo e dinheiro, então facilitou o trabalho.
Se um capítulo encrespar de dificuldade, eu volto no mapa e faço mais detalhes macro do capítulo, o que ajuda o texto a fluir.

Passo 2 – Planejamento de Execução
Com o mapa mental na mão é o momento de começar a colocar o brainstorm de uma forma que eu execute ao longo do meu dia-a-dia. O que eu faço é ir no Neotriad, crio um Projeto ou uma Meta (depende do nível de desafio do livro) e defino as atividades (tarefas) da seguinte forma:
1 – Cada capítulo vira uma tarefa com duração de 30 minutos, mas com data de início na segunda e data de término no domingo de uma semana específica. Por que isso:
- Eu não sou aqueles caras que sentam e escrevem com facilidade, eu preciso estar disposto, com saco e motivado a escrever.
- Cada capítulo, em média eu gasto uma média de 4 horas para escrever (depois de pesquisa, brainstorm, etc). Mas EU não agüento escrever horas seguidas e também eu não uso meu horário comercial para escrever (escrevo a noite), por isso eu deixo essa tarefa no meu Neotriad que vai aparecer a semana toda sem atrasar. O dia que eu estiver com saco, eu sento e escrevo, o que em geral dá uns 30 minutos. Tem semana que todo dia eu escrevo 30 minutos, em outras, eu escrevo 1 hora na sexta, 1 hora no sábado e fecho no domingo. Isso me dá flexibilidade, não prejudica meu planejamento de horas e faz com que eu não atrase o capítulo.
Abaixo segue o planejamento do livro Estou em Reunião direto do Neotriad. Eu tenho um meta de livros para 2010, então eu faço o planejamento todo ali. Reparem que eu coloco a data que vou fazer a entrega final do texto para editora (em geral 1 mês de antecedência do prazo deles), crio também tarefas de revisão e pesquisa, que não fazem parte da tarefa de escrita.


Como eu escrevo?
Como já afirmei eu não sou um escritor de profissão, tenho de ser persistente para escrever, preciso estar realmente a fim de fazer. Eu não faço retiro espiritual, período sabático, etc. Eu escrevo em CASA, na minha sala de TV, após meu horário de trabalho, após as crianças irem para a cama.
Eu preciso de som/tv para escrever, logo sempre escrevo ouvindo música, DVD ou principalmente vendo NOVELA ou SÉRIE (sim eu vejo novela)! Quando estava a novela Caminho da Índias (que era muito legal) o livro Mais Tempo Mais DInheiro, fluiu que foi uma beleza.
Agora a novela Viver a Vida tá mais chata que jogo de futebol, então o livro também tá difícil de sair. Espero que a novela melhore ou vou atrasar o livro! ahahahah
Eu uso o Microsoft Word, com zoom de 120% em um template que já tem formatado os estilos de Texto, Título, Sub-título, Capítulo que me fazem ganhar tempo na diagramação. Uso fonte arial 11, com espaçamento de 1,5.
Passo 3 – Revisão / Releitura
Ai está o maior problema das pessoas que querem escrever seus livros: eles voltam demais no texto escrito. Mexem tanto na busca da perfeição que não conseguem evoluir. Eu odeio reler algo que escrevi, eu penso muito mais rápido do que escrevo e isso as vezes come umas palavras e o sentido não fica tão bom. Mas se eu ficar parando para revisar quebra meu ritmo.
O que faço é escrever tudo sequencialmente. Quando acabo o capítulo passo par alguém revisar. Quem faz esse papel é o Eric, revisor e pesquisador da Triad e principalmente (já fazendo uma linda homenagem) a minha esposa! Que pacientemente lê, crítica, muda e opina em todos os capítulos que escrevo. Eu mando o Word para ela que me devolve revisado e pronto. Nem vejo nada, a não ser quando tem alguma observação dela que preciso mudar alguma coisa.
Quando tem dado de pesquisa ou estatística, passa pelo Eric para revisar os números também.
Eu só vou reler o livro, depois que envio o texto original para a editora, eles fazem a revisão deles e me enviam para aprovação final.
Passo 4 – Estratégia de Lançamento / Marketing
Enquanto estou no processo de revisão eu também crio as atividades de marketing do livro, como site, vídeos, testes, parceria com imprensa, distribuição a clientes ou parceiros, seleção de blogs para envio de resenhas, etc. Tudo se transforma em um projeto de marketing que é compartilhado coma minha agência.
Independente do marketing da editora, a minha equipe faz todo o planejamento, revisão e sugerem algumas peças também.
Parcerias com livrarias, palestras e eventos em geral também são acordados nessa fase com a editora. O que eu faço é transformar tudo em tarefas de quando será feito e crio uma tarefa de follow-up para saber se foi realmente executado.
As imagens mostram o anúncio do livro em algumas revistas e a parceria com o Submarino, que saiu em um anúncio no Estado de São Paulo.
Nesse momento também já começamos a preparar uns 3-4 releases sobe o livro que a equipe da minha assessoria de imprensa começa a disparar.
No começo essa parte de imprensa era muito complicada, ninguém sabia quem eu era e ninguém me dava espaço. Mas sou extremamente persistente e hoje conseguimos emplacar sempre em cada lançamento umas 80-120 matérias sobre o livro na imprensa geral. Também seleciono alguns veículos para dar entrevistas ou conteúdo exclusivos. Sem esses parceiros não tem livro! Por melhor que seja. É importante respeitar a mídia, ser parceiro e ajudar. Nada de frescuras ou não me toques. Eu atendo todo mundo e trato igual, seja a Revista Veja ou a Zé da Esquina.
(veja nossas publicações na imprensa: www.triadps.com/imprensa)
É isso! Simples assim! Não tem mágica, simpatia ou ghost writer. Eu demorei 30 minutos pra escrever esse post, fiz porque estava afim e porque gostei da sugestão dos leitores. Eu só escrevo coisas que acredito, que pratico e que acho que podem ajudar alguém. Ache um propósito, descubra um por que e você vai ver seu livro sair!

Dica de blog

Tenho uma dica de blog bem legal para dar: Nos passos da maturidade.
Tem um monte de matérias interessantes sobre saúde, moda, vivência, etc. e várias promoções. Eu mesma já ganhei dois livros lá: "Fábulas Italianas" de Italo Calvino e "Comer, Rezar e Amar" de Elizabeth Gilbert. Não deixem de visitar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Promoção no blog Mosaicos do Sul


Quer ganhar um livro bem legal, o 1000 lugares para conhecer antes de morrer ? Passa lá no blog do Mosaicos do Sul (www.mosaicosdosul.blogspot.com) e participa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Crônicas da vida praiana - David Coimbra

Talvez vocês tenham acompanhado as várias crônicas do David Coimbra na semana passada, na Zero Hora, contando sobre a vida praiana. São ilárias. Me diverti muito lendo e ficava esperando a próxima. Pena que acabou, agora quem está de cronista é a Fernanda Zaffari. Outro estilo.
Assim, resolvi dividir com vocês uma delas e deixar o link das demais, caso gostem e queiram conferir.
O que devo usar à beira-mar (06/01/10): clique aqui
Coisas estranhas da vida praiana (07/01/10): clique aqui
A mulher do surfista (08/01/10): clique aqui
Como plantar o guarda-sol (09/01/10): clique aqui
Um mundo que não é, nem nunca será, o seu (10/01/10): clique aqui

Quatro maridos de Xangri-lá (05/01/10)

O impacto da presença de uma loira de biquíni branco nas areias de Xangri-lá, sobretudo o que isso provoca aos olhos de homens casados, abre as impressões do cronista David Coimbra sobre o que ocorre na orla gaúcha. A efervescência do litoral será tema de convidados e profissionais da RBS, que escreverão neste espaço até o fim da temporada de veraneio.

Avida praiana não é feita para o homem casado. Alcancei tal verdade no meio da tarde de ontem, depois de quase um dia inteiro de reflexões sobre as areias molhadas de Xangri-lá. Tudo por causa de uma loira de biquíni branco.

As loiras de biquíni branco são diferentes das morenas, das negras, das ruivas, das japonesas e até das outras loiras. Uma loira, quando enverga um biquíni branco e sai por aí, ela não é uma loira qualquer. Ela tem confiança. O seu bronzeado está escorreito, as suas carnes estão duras, ela sabe que, ao pisar com seu pezinho macio na areia fofa, nada em seu corpo irá balançar mais do que deve balançar.

Assim é a loira de biquíni branco.

Ontem, em meio a um dia indeciso entre o sol pálido e a chuva rala, uma dessas loiras fez sua incursão por Xangri-lá, e o fez desacompanhada e sem canga, apenas ela, seus grandes óculos escuros e seu minúsculo biquíni branco adereçado com delicados motivos florais cor-de-rosa.

Essa loira, que, soube depois, chama-se Greta, vive o frescor dos 18 anos de idade e mora nas alturas de Caxias, ela nem havaianas calçava, ela estava recostada na areia e, num rompante, ergueu-se e fez com que suas longas pernas dessem passos de gazela à margem do mar, ela caminhava com garridice, o narizinho empinado ainda mais empinado, sorvendo o ar ameno de um dia cinza do litoral.

Foi essa a imagem que alguns homens casados avistaram ontem, à franja da praia de Xangri-lá. Entenda: não se tratava de um grupo de homens casados. Eles não formavam um conjunto. Eram vários homens casados isolados, cada qual em seu núcleo familiar, e eis aí a razão do drama.

Um homem casado é um triste ser, quando se aventura pela vida praiana. Porque sua mulher ficará tomando sol – as mulheres fazem isso. Não por diversão, as mulheres são em geral sérias, não têm apreço especial pela diversão. Elas tomam sol com o objetivo de, ao voltar para a cidade, mostrar sua nova cor durante uma semana, ao cabo da qual, desbotam, empalidecem e entristecem.

Então, a mulher tem o que fazer, às fímbrias do Mar Oceano. As crianças, idem. Crianças são como homens adultos – gostam de se divertir. A diferença é que um homem adulto, casado e apartado dos outros homens, esse homem não tem absolutamente o que fazer na vida praiana. Ele se instala em sua cadeirinha de plástico ao lado da mulher que assa ao sol, e fica olhando para o mar. Ler ele não lê, devido à luminosidade ofuscante que incide sobre as páginas ou devido ao vento, que leva as folhas do jornal. Jogar bola? Só se tivesse uma turma, e ele não tem. Ele está só.

O que ele faz, então? Ele fica olhando para as ondas que vêm e vão, vêm e vão, vêm e vão, num movimento tão eterno como monótono. Ele deveria estar em seu ambiente, na amenidade civilizada do ar-condicionado, mas não, ele está à mercê da Natureza indômita, com os pés descalços pisando sobre tudo o que os demais seres humanos e animais rojam à areia, sentindo na pele desprotegida a ação do vento pegajoso que sopra do mar, do sol rascante acima de sua cabeça, dos eflúvios de iodo da atmosfera marinha. E o que ele pode fazer a respeito? Nada, senão olhar para as ondas que vêm e vão, vêm e vão... E, vez em quando, apreciar algum evento inesperado: um cachorro passa, e o homem casado o observa; lá se vai aquela gorda de maiô, e o homem casado lança às nuvens um suspiro de conformação; um publicitário careca caminha à frente do seu rabo de cavalo, e o homem casado não pensa nada. O homem casado agora confere o relógio de pulso: passaram-se 18 minutos desde que ele chegou à areia. Ainda há três horas e 42 minutos pela frente, até sua mulher terminar de assar. O tédio. O tédio.

Mas pode ocorrer o que ocorreu ontem em Xangri-lá. Pode ocorrer de uma loira de biquíni branco fazer sua aparição. Aquela o fez. Greta. Lânguida, sinuosa, esguia, de pele provavelmente macia ao toque. Havia quatro homens casados na região. Não se conheciam, estavam conscritos às suas células familiares, atrás de seus óculos escuros e de suas barrigas venerandas. A loira levantou-se da areia, sua silhueta surgiu, e o primeiro homem casado a divisou. Mexeu-se na cadeirinha, e sua agitação como que se transferiu para os outros homens casados numa onda de eletricidade. Todos ficaram inquietos e se entreolharam. Eram estranhos, mas, naquele momento, havia algo em comum entre eles. Queriam se comunicar, queriam comentar, queriam rir juntos, mas não podiam. Suas esposas assavam logo ali. E a loira veio vindo e veio vindo e veio vindo.

E veio.

Ingressou na área em que os homens casados estavam acomodados. Eles retesaram os músculos, percebia-se que a loira era como que uma aragem de felicidade a lhes bafejar naquele dia em que nada acontecia, em que nem o sol estava convicto de ir para a orla. Seus rostos se iluminaram, a vida se lhes correu quente nas veias, o mundo era belo de novo.

Aí uma esposa viu.

Ergueu a cabeça da canga estendida na areia, e viu a loira que passava. Grunhiu. Foi como um alarme primevo que avisou as demais esposas do perigo iminente. Elas se moveram, olharam para os maridos. Uma censurou o seu com um “que que está olhando?”, a outra guinchou, a terceira chamou o pobre por nome e sobrenome, e então os quatro maridos de Xangri-lá desviaram os olhares da loira, murcharam em suas cadeirinhas e voltaram a olhar para o mar que ia e vinha, ia e vinha, ia e vinha, para sempre...

Não, a vida praiana não é feita para o homem casado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Crime e Castigo

Terminei finalmente de ler Crime e Castigo de Dostoiévski. Depois de várias pausas, retomei e, com algum esforço, consegui acabar.
Não é digamos uma leitura de férias, pois o livro é denso ao extremo, cansativo, cheio de detalhes. Conta a história de um rapaz que comete um duplo assassinato - ele mata uma velha agiota para roubar seus bens e acaba matando também a irmã que aparece no local - e depois vive um drama pscicológico devido ao sentimento de culpa e arrependimento. Tanto que não consegue usufruir do que rouba e acaba enterrando sob uma pedra em algum lugar em via pública.
O mérito da obra, na minha opinião, está justamente nos fluxos de consciência dos personagens, seus medos, desejos e apreensões. O leitor vive intensamente o drama e a loucura do assassino e o peso de seu ato e acaba até torcendo por ele, por verificar que, no fundo, não é má pessoa, é um doente que cometeu um erro fatal.

domingo, 3 de janeiro de 2010

A síntese da felicidade (ou uma história de amor)


`As vezes uma imagem fala mais que mil palavras. Esses dois juntos resumem a minha felicidade. Meu amor por eles transborda e me faz querer ser uma pessoa melhor. Com eles, descobri o verdadeiro significado da palavra família.
Sem eles, sou apenas 1/3.