sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sobre as coisas que fazem bem à alma

Eu ando lendo, pensando, escrevendo e falando sobre metas, produtividade, empreendedorismo, marketing digital. Espera um pouco, cadê a minha poesia? Eu sou escritora e tenho que escrever sobre aquilo que toca a alma, que é o que tem graça de escrever, o que eu gosto de ler, o que emociona. Onde foi, então, que me perdi?
Certo, eu sei que, na era da informação, para alguém querer ler o que eu escrevo, é preciso se promover, ser conhecida, e, desde que reativei o blog e meus canais de publicação, facebook, instagram, you tube, tenho deixado o olhar poético em segundo plano e me dedicado a aprender como chegar no meu público, divulgar conteúdo, meu livro infantil, Picolé Lelé, etc, dentre outras questões que não tem a ver com o conteúdo.
Aí eu fui num evento que tinha como tema o enfrentamento do medo, e como ter coragem de ser você mesmo. E eu chorei em vários momentos, quando encontrei poesia na fala, quando encontrei sentimento exposto, quando encontrei humanidades, fraquezas e superações. Eu chorei ouvindo a filha do Rubem Alves falar do pai, falar de coisas da alma, do coração. E chorei ouvindo a moça da plateia contar que o Rubem Alves ia à sua escola, quando ela era criança, e pedia pela menina que dançava, e pedia um abraço, entregava-lhe um livro com dedicatória à menina dos olhos que dançavam, e o resto eu não sei, porque já não conseguia ouvir e entender o final, pois a emoção já tomava conta de todos, e também daquela que narrava o episódio, com voz sumida, pois igualmente engasgada. E eu chorei, do nada, no restaurante, diante da companhia de uma pessoa incrível, de um prato impecável, de um clericot delicioso, e da meia-luz que enfeitava o ambiente de sombras dançantes, como a menina do Rubem Alves, e porque eu me dei conta que era feliz, a felicidade vinha de coisas simples, e não podia contê-la em mim. Ela transbordou dos meus olhos.
Então eu percebi que preciso voltar à minha essência, dar atenção à minha emoção, à minha intensidade, que é o que me move e me faz sorrir. Minha alma não está na planilha de metas e produtividade. Está no sentir o calor do sol na minha pele, no abraço do meu filho, no pulsar do meu coração perto de quem eu amo, no que faz o meu olho brilhar. E é sobre isso que volto a escrever a partir de agora. Porque não sou matéria, sou emoção. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Insights no Campus da Tor Vergata

DeCompartilho texto de uma reflexão que tive durante o curso em Roma e que foi reforçada com o evento do Gun: a importância das conexões.


Insights no Campus da Tor Vergata

 

Eu estava em Roma fazendo um curso sobre máfia e crime organizado com membros do Ministério Público estadual e federal, magistrados, e outros integrantes de carreiras jurídicas.

Numa manhã dessas, acordei e fui correr antes da aula. Dica pra conseguir acordar cedo, deixar a persiana levemente aberta porque a luz da manhã ajuda seu cérebro a entender que ele precisa acordar. 

Tive dois insights durante a corrida. Aliás, fazer exercícios é uma forma de oxigenar o cérebro e permitir que ideias surjam. Pois bem. Lembrei da aula que tratou sobre as características das organizações mafiosas, dentre elas o capital social, isto é, a capacidade que seus membros têm de fazer relações e contatos com pessoas da sociedade para viabilizar suas operações. E me ocorreu que é essa característica que nos dará a possibilidade de vencer a criminalidade, ou pelo menos lutar de forma mais igual, precisamos aumentar nossas relações e trocas de experiências, pois serão os nossos contatos e colaborações que nos permitirão fazer conexões e nos antecipar às ações das organizações criminosas, seja na prevenção ou na repressão. E então, olhando para mim e os demais, no curso em Roma, dei-me conta de que nesses eventos (aulas, simpósios, congressos), temos a oportunidade ímpar de fazer essas conexões, conversando e conhecendo colegas do Brasil todo, no entanto, muitos de nós preferem ficar na sua zona de conforto e conversar com os colegas que já conhece, do seu próprio estado. Fica aqui o desafio, que lancei na oportunidade, para que tentássemos conversar com um colega novo por dia. Percebam que essa é a graça de fazer um curso presencial, pois do contrário, melhor assistir a uma vídeo-aula no conforto da sua casa, concordam? Isso vale também para as relações em geral, de trabalho ou pessoais: conversar com uma pessoa diferente por dia aumenta o networking e nos dá, no mínimo, chances de aprendizado, pois todo mundo tem algo a ensinar. 

O outro insight tem a ver com um assunto que tenho estudado muito em razão de eu gostar de escrever, que é a criatividade. Há algum tempo tenho percebido que desenvolver o olhar criativo é algo que vai nos ajudar a resolver problemas em todas as áreas, pois nos permite estarmos abertos ao novo, olhar o mundo sem preconceito, e, principalmente, fazer conexões de ideias já existentes, criando uma resposta nova que vai resolver um problema nosso. Sobre esse assunto, dei uma aula no CEAF/RS, sobre Criatividade para a solução de problemas num mundo em constante mudança. Coloco o link ao final para quem tiver interesse. 

Se pararmos para pensar, os criminosos são cada vez mais criativos. E nós operadores do direito estamos querendo dar as mesmas respostas antigas para problemas novos. A tecnologia acelerou tudo e se quisermos ter um resultado efetivo no nosso trabalho, temos que antecipar tendências, desenvolver um olhar inovador, adotar práticas novas, para encontrarmos soluções e respostas diferentes. E estas virão da combinação das ideias e práticas que alguns já fazem com as ideias e práticas de outros. Com isso em mente, lancei um desafio número 2, da elaboração de um banco nacional de boas práticas para a troca de experiências e criação de novas soluções no âmbito das carreiras jurídicas (se já existe, me.avisem que gostaria de participar). Falo em carreiras jurídicas por ser a área dos participantes do curso, mas vale para outras atividades. Tudo é repertório que pode inspirar modelos inéditos de procedimentos. 

Enfim, alguns pensamentos que me ocorreram e que achei útil compartilhar para gerar valor e inspirar 

Dica final: para quem é tímido como eu e não sabe como se abrir para conhecer alguém, um sorriso abre portas, assim como o interesse genuíno pela pessoa e pelo que ela faz. Já diria Carnegie, "as pessoas gostam de falar de si", permita que isso aconteça e já terá um grande avanço no caminho das relações pessoais.


Link da aula sobre criatividade

https://youtu.be/gykm9tBGPb8

 


domingo, 4 de março de 2018

Novidade no canal do Youtube

Você talvez já tenha assistido esse vídeo da minha reflexão pós show do Paul McCartney sobre sofrer por antecipação. Ah, mas agora nós temos uma animação na intro que é novidade. Diz pra mim o que você achou. Curte o meu canal lá no youtube para ficar por dentro dos novos vídeos. Em 2018 vamos agitar bem mais por lá. https://youtu.be/4mO-pjOcy_Y

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vem aí!

Coming soon...Meu livro infantil Pocolé Lelé quase pronto 😁#greatfulness #livroinfantil #booklovers #blogmorenadepintas

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Sobre tropeçar e seguir

You decide if a stumble will knok you down or push you to go beyound. #reflexão #aprendizado #thinkingabout #blogmorenadepintas

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que você quer?

You decide if you want to be the protagonist or the spectator of your life. #reflexão #thinkingabout #motivação #blogmorenadepintas