(foto: Gustavo Barreto)Mais do que o temporal (ou tempestade) que se abateu sobre o Estado, duas outras notícias me sensibilizaram muito: a da mãe que esqueceu a filha de seis meses no carro e esta faleceu; e a da mãe solteira, soldado dos EUA que, designada para o Afeganistão, fugiu, pois não tinha quem cuidasse de seu bebê, o qual seria mandado para um abrigo. A mulher, ainda, acabou presa.
Eu imagino a angústia e o drama dessas duas mamães, a primeira, porque sofrendo a dor de perder a filha por ato seu, do qual vai se culpar o resto da vida; e a outra por ter que se separar do filhinho sem saber para onde este será mandado, ou se será bem cuidado.
Coloquei-me no lugar delas e me deu um aperto no peito tão grande que não pude evitar as lágrimas. Imaginei se ocorresse comigo e com meu bebê, acho que o desespero seria tão grande, tanta dor que não sei se daria para suportar.
Essa sou eu como mãe, vivendo todos os dramas das outras, rezando todos os dias para que Deus proteja meu filho das tragédias e que eu seja sempre capaz de cuidar dele.