sexta-feira, 17 de abril de 2009

Gestante atípica, eu?

Minha amiga Mara diz que sou uma grávida atípica. Estou na 13ª semana e até agora não senti enjôos, não tenho aquele sono todo que as grávidas de primeiras semanas tem, não estou mais emotiva – pelo menos não mais do que sou naturalmente.
Ok, tenho alguns sintomas como barriga e fome aumentando. No início, senti umas cólicas também. Disseram-me que é normal, em razão do útero se dilatando.
Não sou daquelas mamães de primeira viagem deslumbradas com a idéia que já compraram a enciclopédia do bebê completa e sabem tudo que vai acontecer. Eu não sei nada, cada sintoma é uma surpresa e, na dúvida, pergunto para minha irmã Michele, que já passou pelo primeiro filho, ou para minhas outras amigas grávidas. Exceto pelas meinhas vermelhas, não comprei nada para o bebê e não faço a menor ideia das tecnologias e utensílios existentes para facilitar a vida das mães. No máximo, tenho lido o blog Nave mãe da Zero Hora. Acho que tenho medo de ficar aquelas pessoas chatas que não tem outro assunto a não ser falar da gravidez e maternidade. Além de futura mamãe, quero continuar sendo uma pessoa interessante e bem informada, mas não apenas sobre fraldas, mamadeiras e dores de barriga. Aliás esse é um conflito que vivo atualmente. Me sinto até culpada, mas é inevitável. Meu grande dilema atual é “Como ser gestante sem deixar de ser mulher?”, o que já antevê o próximo: “Como ser mãe sem deixar de ser mulher?” Por mulher leia-se o lado vaidoso, feminino, sensual, essas coisas.
Eu sei que é um momento maravilhoso o da maternidade e estou curtindo muito a ideia. Mas meu lado vaidoso (e egoísta, por que não?) não pode deixar de observar as mudanças angustiantes no meu corpo e lembrar de como achava um porre aquelas grávidas sem outro assunto.
Admito, sou uma grávida atípica. No entanto acho que manter minha vaidade e individualidade não são contra-indicados para o bebê. Amor ele já tem e terá de sobra, mas prefiro poupar os outros das corujices e outras “ices” das gestantes deslumbradas. Só falo a respeito quando me perguntam e sou breve. O deslumbramento guardo para quando o bebê nascer - e só para ele!

7 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o texto! Adorei mais ainda ter sido citada! :) Brincadeiras a parte, atípica ou não, estás uma gestante linda, ou melhor, uma linda mulher gestante! Bjs, Mara

Angela Dal Pos disse...

Obrigada, querida! é sempre bom um elogio, apesar do implacável espelho. kkkk
Mas estou feliz, anyway!

Kelli Pedroso disse...

Adorei, Angela! É isso aí! Beijos!

Angela Dal Pos disse...

Obrigada, Kellizinha, pelo comentário! Estou tentando ser o menos "chatícia" possível. kkk
beijinho

Cláudia Aragón disse...

Parabéns, Ângela. E não estranha a falta de estranhamento. Ainda bem que o exame de gravidez que dá um novo vocabulário de brinde. beijo.

Cláudia Aragón disse...

(ôps!)
... ainda bem que o exame de gravidez NÃO dá um novo vocabulário de brinde.

Angela Dal Pos disse...

Oi Cláudia! Que bom receber tua visita. Tenho espiado teu blog, também, mas estou tão na correria que nem parei para comentar! Como sempre, cheio de coisas interessantes! Vou bisbilhotar o que tem de curioso para bebês. rsrs. bjs