domingo, 14 de outubro de 2007

Washington

(foto Georgetown- Washington DC)
A cidade não fala minha língua
As pessoas muito menos
Continuo mais estrangeira do que nunca
Mais uma na multidão
Estranha sensação de não pertencer
Caminha-se pelas ruas incógnita
Você presta atenção em tudo
Ninguém presta atenção em você

Sim, eu falo a sua língua
E daí?
Quem não fala?
Eu. Neste momento, quase só falo a minha

Na outra margem, vejo cores iguais ...
não, são pessoas
Têm seus próprios códigos, estão em sintonia
Escuto, mas não compreendo
Cadê o barco que me leva para o outro lado?
Se pelo menos eu soubesse como atravessar esse rio...
Se vencesse meus medos, minha timidez, poderia pegar uma carona,
ou tentar sair nadando
E me infiltrar por entre as tribos
Quanta coisa a mais não traria para casa
Para meu azar, a fórmula não está disponível no mercado
Por ora, sigo contemplando este vasto rio
Tentando encontrar um jeito de voar para o outro lado

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