
A cidade não fala minha língua
As pessoas muito menos
Continuo mais estrangeira do que nunca
Mais uma na multidão
Estranha sensação de não pertencer
Caminha-se pelas ruas incógnita
Você presta atenção em tudo
Ninguém presta atenção em você
As pessoas muito menos
Continuo mais estrangeira do que nunca
Mais uma na multidão
Estranha sensação de não pertencer
Caminha-se pelas ruas incógnita
Você presta atenção em tudo
Ninguém presta atenção em você
Sim, eu falo a sua língua
E daí?
Quem não fala?
Eu. Neste momento, quase só falo a minha
Na outra margem, vejo cores iguais ...
não, são pessoas
Têm seus próprios códigos, estão em sintonia
Escuto, mas não compreendo
Cadê o barco que me leva para o outro lado?
Se pelo menos eu soubesse como atravessar esse rio...
Se vencesse meus medos, minha timidez, poderia pegar uma carona,
ou tentar sair nadando
E me infiltrar por entre as tribos
Quanta coisa a mais não traria para casa
Para meu azar, a fórmula não está disponível no mercado
Por ora, sigo contemplando este vasto rio
Tentando encontrar um jeito de voar para o outro lado
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