Um aprendizado importante dessa viagem à Tailândia foi se dar conta de parar alguns instantes para sentir o momento e os lugares. Às vezes a gente corre tanto querendo conhecer o máximo de lugares que não consegue sentir a vibe do local e perceber os sentimentos que aquela experiência despertou. Eu estava num país cheio de templos budistas, mas foi o período em que menos meditei, porque acordávamos muito cedo para os passeios e corríamos o dia todo sem parar. Eu geralmente medito ao acordar. E senti falta de poder fazer isso. Muitas vezes me peguei pensando que estava correndo demais e não estava aproveitando de fato o momento e o aprendizado. Então sempre que havia alguma pausa, eu tentava me reconectar comigo mesma, e com o universo a minha volta, procurando o sentido de tudo aquilo que estava vivendo e conhecendo. A paz interior depende muito da gente encontrar os espaços para exercitar a nossa calma e respeitar o nosso corpo e o nosso tempo interior. Talvez algumas pessoas possam achar que puxo o freio de mão, pois às vezes quero ficar apenas parada contemplando uma praia ou uma paisagem, ao invés de fazer um novo passeio. Tenho consciência que jamais verei tudo e conhecerei tudo. Assim prefiro apenas demorar-me mais em um local, respeitar meu corpo, que às vezes precisa de um descanso, minha mente, que precisa de um tempo para assimilar tanta informação, a sair feito tsunami varrendo tudo. Ainda assim, em muitos momentos da viagem me senti no meio do tsunami, engolindo tudo pela frente, sem absorver direito. Foram muito importantes os momentos de pausa para de fato curtir aquela realidade e cultura tão diferentes. Isso acontece também no nosso dia a dia. Somos atropeladas pela correria diária e vivemos no piloto automático. Poder parar um momento para fazer um levantamento daquilo que estamos vivendo, listar tudo que deu certo e ser grata, ou, ainda, analisar o que deu errado para pensar o que nós podemos tirar de lição com aquilo e como podemos superar ou crescer, são detalhes que farão toda a diferença na qualidade da nossa vida. A viagem à Tailândia acabou, mas ainda pretendo falar bastante sobre ela, acerca de curiosidades e aprendizados, até porque agora que parei de verdade, estou assimilando melhor tudo que a gente viveu nesse país tão diferente.
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Diário de Bordo I -
Uma palavra ao lado da outra assim vou tentar ir contando minhas percepções e reflexões de férias em Aracaju. Não esperem muito rigor literário.
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A gente pode reclamar de várias coisas de Porto Alegre, mas não do cenário cultural. Enquanto estou em Aracaju, me dei conta que vou perder vários eventos legais, que iria certo, se estivesse na terrinha: show do Chris Cornell (vocalista do Audioslave); Seu Jorge; Encontro do grupo literário da AMPRS que irá discutir O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde; Lançamento do Livro do Rodrigo Rosp; lançamento do livro Ithaca Road, de Paulo Scott, na Palavraria, como parte do Projeto Amores Expressos; show do grupo infantil Palavra Cantada, que levaria Gabriel.
Por aqui, a única notícia cultural que tenho é da Festa de São João, com uma série de grupos de forró e arroxa se apresentando. Uau, que emoção assistir o show do "CalcinhaPreta" (suba a placa com o dizer "ironia"). Em compensação, seremos testemunhas de uma verdadeira festa de São João, não aquelas fajutas que tentamos reproduzir nas escolas.
Entrei na Livraria Sineriz e perguntei se já receberam o lançamento do livro O Retrato de Dorian Gray comentado por Nicholas Frankel. A menina me olhou como se eu fosse um ÉT (isso mesmo, porque aqui a letra Ê fala É). Ainda tenho esperança de encontrar na Saraiva, mas se for como a de Porto Alegre... ( ou será que posso sonhar em encontrar uma Palavraria fora do circuito shopping por aqui?)
Bueno, pelo menos tem várias salas de cinemas com os últimos lançamentos. Os blockbusters estão garantidos.
...
A globalização existe, pelo menos nos shoppings. Assim como aipim, macaxeira e mandioca é tudo a mesma coisa, os shoppings são todos iguais. Muitas lojas, mas muitas mesmo, são as mesmas de Porto Alegre e, certamente, de vários outros shoppings Brasil afora. Por conta disso, entrei na Renner e comprei as meias do Ben 10 que tinha prometido a Gabriel e que não tive tempo de comprar em Porto Alegre.
...
Assisti O Grande Gatsby no cinema, baseado no livro de Scott Fitzgerald. O filme é acima de tudo uma história de amor. O figurino da época, Nova Iorque de 1922, está lindo e muito bem representado. O filme retrata a sociedade dos novos ricos que buscam ser aceitos em meio aos bem-nascidos. Dentre eles está o misterioso Sr. Jay Gatsby, apaixonado por uma mulher casada, e que planeja sua vida para (re)conquistá-la. Assistam. Fiquei muito curiosa para ler o livro.
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A gente pode reclamar de várias coisas de Porto Alegre, mas não do cenário cultural. Enquanto estou em Aracaju, me dei conta que vou perder vários eventos legais, que iria certo, se estivesse na terrinha: show do Chris Cornell (vocalista do Audioslave); Seu Jorge; Encontro do grupo literário da AMPRS que irá discutir O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde; Lançamento do Livro do Rodrigo Rosp; lançamento do livro Ithaca Road, de Paulo Scott, na Palavraria, como parte do Projeto Amores Expressos; show do grupo infantil Palavra Cantada, que levaria Gabriel.
Por aqui, a única notícia cultural que tenho é da Festa de São João, com uma série de grupos de forró e arroxa se apresentando. Uau, que emoção assistir o show do "CalcinhaPreta" (suba a placa com o dizer "ironia"). Em compensação, seremos testemunhas de uma verdadeira festa de São João, não aquelas fajutas que tentamos reproduzir nas escolas.
Entrei na Livraria Sineriz e perguntei se já receberam o lançamento do livro O Retrato de Dorian Gray comentado por Nicholas Frankel. A menina me olhou como se eu fosse um ÉT (isso mesmo, porque aqui a letra Ê fala É). Ainda tenho esperança de encontrar na Saraiva, mas se for como a de Porto Alegre... ( ou será que posso sonhar em encontrar uma Palavraria fora do circuito shopping por aqui?)
Bueno, pelo menos tem várias salas de cinemas com os últimos lançamentos. Os blockbusters estão garantidos.
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A globalização existe, pelo menos nos shoppings. Assim como aipim, macaxeira e mandioca é tudo a mesma coisa, os shoppings são todos iguais. Muitas lojas, mas muitas mesmo, são as mesmas de Porto Alegre e, certamente, de vários outros shoppings Brasil afora. Por conta disso, entrei na Renner e comprei as meias do Ben 10 que tinha prometido a Gabriel e que não tive tempo de comprar em Porto Alegre.
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Assisti O Grande Gatsby no cinema, baseado no livro de Scott Fitzgerald. O filme é acima de tudo uma história de amor. O figurino da época, Nova Iorque de 1922, está lindo e muito bem representado. O filme retrata a sociedade dos novos ricos que buscam ser aceitos em meio aos bem-nascidos. Dentre eles está o misterioso Sr. Jay Gatsby, apaixonado por uma mulher casada, e que planeja sua vida para (re)conquistá-la. Assistam. Fiquei muito curiosa para ler o livro.
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Curioso esse mundo tecnológico em que leio o jornal Zero Hora no tablet em qualquer lugar. Vou tentar participar do encontro do meu grupo literário via Skype. Depois eu conto como foi.
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sábado, 5 de janeiro de 2013
Casapueblo
Mais uma vez em Punta del Leste, visitei a Casapueblo de Carlos Páez Vallaró, localizada em Punta Ballena. A casa de veraneio do escultor lembra um castelo de Marsmallow e encanta os visitantes. No interior, um museu e uma galeria de arte ensejam um mergulho na obra do artista, que contempla pinturas e esculturas. O restaurante permite desfrutar de uma maravilhosa vista do mar e é muito disputado para apreciar o por do sol acompanhado de um clericot. Em Punta, até a água mineral rende homenagens a Villaró.
Me interesso muito por artes plásticas, mas as palavras sempre me ganham. As frases de Villaró passeando entre seus quadros me faziam parar e observar melhor a tela a que se referiam.
Para quem adora gatos, essa abaixo é um presente.
Aqui e ali, pelos corredores, homenagens a escritores: Ernesto Sabato, Eduardo Galeano, Jorge Amado.
![]() |
| Rincon de Eduardo Galeano |
Pensar que ali também há um hotel é algo que inspira uma vontade louca de ficar. É certo que um dia me hospedo neste paraíso, e brinco de princesa do Reino de Marshmallow.
PS. Só ao escrever este texto descobri que maRshmallow tem um "r" no meio da palavra :)
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