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terça-feira, 18 de agosto de 2009

As gorjetas pelo mundo


fonte Google imagens)
Achei interessante a matéria publicada no Jornal O Sul de ontem, que trata do quanto se deve dar de gorjeta para serviços em determinados países. Não tenho previsão de viajar tão cedo, mas é bom ter conhecimento das dicas, "just in case". Eu sempre fico na dúvida de quanto e quando devo pagar.

AFRICA DO SUL
No restaurante - pagar de 10 a 15% para o garçom.
No hotel - 8 rands por bagagem carregada e de 24 a 40 rands para o concierge.
No táxi - é educado pagar mais 10% ao motorista. Nos aeroportos, há guardadores de carros oficiais. Se deixar um automóvel estacionado, convem pagar 15 ou 20 rands.

ARGENTINA
No restaurante - pagar de 10% do valor da conta.
No hotel - deixe 10 pesos para o carregador de bagagem.
No táxi- os motoristas não pedem, mas esperam receber ao menos 10%de gratificação.

AUSTRÁLIA
No restaurante - pague entre 10 a 15% para o garçom.
No hotel - 1 dólar australiano por bagagem; de 10 a 20 dólares para um favor do concierge; e de 1 a 5 dólares para a camareira, dependendo da sua bagunça.
No táxi - deixe 10% do valor da corrida para o motorista.

CHINA
No restaurante - garçons não aceitam gorjetas. É uma questão de costume.
No hotel - os mais bacanas cobram na conta final de 10% a 20% de serviço. Nada além disso é esperado. Mas vale deixar cerca de 10 yuans para o carregador de malas.
No táxi - os motoristas não esperam gratificações.

CUBA
No restaurante - gorjeta entre 1 e 2 pesos.
No hotel - deixa-se de 1 a 2 pesos conversíveis para o carregador de mala e camareira.
No táxi - 10% do valor da corrida com taxímetro ligado. Se o preço for combinado antes, você está dispensado da gorjeta.

ESTADOS UNIDOS
No restaurante - deixar 15% é o mínimo, quando o serviço foi apenas regular. Em lugares mais sofisticados, deixa-se 20%. Se estiver em uma casa noturna, o bartender espera receber 1 dólar por cada drinque servido.
No hotel - 1 dólar por cada mala carregada. Também é educado deixar alguns dólares para a camareira, principalmente se você dormir mais de duas noites no mesmo quarto.
No táxi - pagar mais 10% ou 15% além do valor do taxímetro.

FRANÇA
No restaurante - o serviço não vem na conta, mas os franceses costumam deixar 10% de gorjeta em moedas.
No hotel - 1 euro por bagagem carregada e até 2 euros para as camareiras. Se o concierge fizer a reserva em restaurantes, convém dar uma gratificação de 10% (só não entendi sobre o quê)
No táxi - opcional, mas é educado deixar 1 ou 2 euros.

ÍNDIA
No restaurante - muitos locais incluem 10% de serviço na conta. Caso contrário, deixe até 15% para o garçom.
No hotel - 15 rupias para a bagagem carregada e 250 rupias para a camareira.
No táxi - os motoristas de táxi não estão muito acostumados a receber gorjeta. Mas você pode deixar o troco.

JAPÃO
No restaurante - os garçons não aceitam gratificação.
No hotel - carregadores e concierges recusam a gorjeta. A camareira de um ryokan espera receber até 5 mil ienes.
No táxi - arredonde o valor marcado no taxímetro.

REINO UNIDO
No restaurante - se a conta não inclui o serviço, deixe 10% a 15%. Nos pubs, não é comum dar gorjeta.
No hotel - de 1 a 2 libras por mala e para as camareiras. Em hospedagens cinco-estrelas, o valor deve subir para 5 libras.
No táxi - 10% da corrida é o suficiente.

Boa Viagem!

domingo, 19 de outubro de 2008

Show da Madonna & cia




Está na hora de atualizar esse blog!
Passou-se uma semana desde que voltei dos Estados Unidos. Estou ainda me recuperando da maratona de conversas em inglês, visitas e viagens, onde passamos por Washington, Nova Iorque, Filadélfia, Atlantic City, isso sem falar em Chicago, onde passei o final de semana antes de começar o curso. Parecia que eu estava num filme: a estrutura do FBI, do Ministério Público e de outras agências do governo Americano é algo fora da nossa realidade brasileira.
Ah, mas queria voltar e falar do show da Madonna.
Só para comparar, no Brasil, eu tentei comprar os ingressos para o show de SP por telefone e internet. Perdi horas e horas e não consegui. Já os pacotes de agências de viagens tinham preços exorbitantes com ingressos apenas para a pista, ou seja, lá no meio do tumulto. Foi aí que verifiquei que a Madonna estaria em turnê nos EUA na época do curso. Tentei o site da ticketmaster e comprei os ingressos a preços normais, para lugares na arquibancada baixa, ao lado do palco, sem qualquer dificuldade.
Quanto ao show, foi incrível, mas quase que não entramos.
Primeiro, o longo caminho para chegar ao local onde seria o show, numa cidadezinha perto de Nova Iorque já em New Jersey. Fomos à estação de ônibus em Nova Iorque, tentando pegar um ônibus até o evento, conforme informações do Google maps. Ali, o vendedor informou-nos para irmos à Penn Station, que lá havia trem para o show.
Pega metrô, de novo, até a Penn Station. Novos pedidos de informações para descobrir onde comprar a passagem. Compramos bilhetes sem saber ao certo onde estávamos indo. Visualizei na folha de papel que o primeiro vendedor me dera as informações sobre o trem, que era para descer na primeira estação e pegar um shuttle. Seguimos o fluxo de pessoas, pegamos o trem, o shuttle, e chegamos ao show quase em cima da hora, pois havia engarrafamento perto do IZOD Center.
O complicado foi para entrar. O Gustavo levou a mochila com a máquina fotográfica, e eles disseram que não podia entrar com mochila. Tentei falar com um dos seguranças, e ele disse que era para a gente deixar a mochila no carro ou abandonar na grama. Falei que não tínhamos carro, nem podíamos deixar na grama, pois era um equipamento caro. Sugeriu colocar a máquina na minha bolsa e largar a mochila. O Gustavo disse que não ia caber todo aquele equipamento, ainda assim tentei, mas não deu. Falei com mais dois seguranças tentando argumentar, nada funcionou. O Gustavo já queria ficar lá fora e que eu assistisse o show sozinha. Falei que tínhamos que encontrar um jeito, não era possível. Então vi um carro da polícia e fui conversar com o policial, já desesperada com a situação. Expliquei toda a história da mochila, que não tínhamos carro e não podíamos abandonar um equipamento caro daqueles. Falei que a gente tinha chegado direto no aeroporto, vindo do Brasil, só para o show e que não sabia que não podia entrar com mochila. Que eu já tinha falado com três seguranças e nada resolvera. Perguntei se ele tinha alguma sugestão, o que a gente poderia fazer. O guarda sensibilizou-se e foi falar com um dos seguranças. De repente, o tratamento todo mudou: o segurança falou com outro no rádio, pediu para a gente esperar e logo apareceu uma mulher com a solução. Iam colocar a mochila dele no escritório da produção, e ele pegaria ao final. Agradecemos muito o guarda, sem saber muito o quê dizer, ainda não acreditando naquele milagre.
Assistimos aliviados a um show perfeito, com performance de bailarinos, saídos de palcos que subiam e desciam, abriam e fechavam, explosões, luzes, telões. Madonna dançando cheia de energia. Troca de figurinos, músicas antigas e novos sucessos, até um carro de verdade desfilou pelo palco. O público delirava! O estádio era daqueles de basquete, então permitiu que enxergássemos o show tranqüilamente, sem tumulto, com lugares marcados.
Comprova-se a tese de que a polícia tem muito prestígio naquele país.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cassinos


Em Atlantic City, a cidade sobrevive principalmente dos Cassinos. Visitei Taj Marral com o grupo de Promotores de Justiça brasileiros que está fazendo o curso nos EUA e fiquei impressionada. Há muito dinheiro circulando e muita lavagem de dinheiro também. Tivemos acesso à parte interna do cassino, onde o órgão do governo dos EUA que fiscaliza os cassinos tem uma sala repleta de câmeras de monitoramento, e caminhamos onde antigamente era chamado de "cat walk", ou seja, caminhamos pelo forro do cassino, onde o teto é de vidro e é possivel visualizar as pessoas jogando. Quando não havia a tecnologia das câmaras, os seguranças ficavam monitorando os jogadores dali e inclusive conseguiam ouvir o que as pessoas estavam falando.
O mais impressionante é que eram 11h da manhã, e o cassino estava cheio de velhinhos e outras pessoas. Segundo me informaram, eles vão para ali de férias e ficam jogando. Alguns são aposentados. O cassino não possui janelas, nem relógios, e a iluminação é sempre igual, 24h por dia. Tem o obejtivo de fazer com que a pessoa perca a noção do tempo ali dentro. E acho que é o que realmente acontece. 11 da manhã jogando? Tem que ser muito viciado!

sábado, 4 de outubro de 2008

Satisfações!!

Ando pelas terras do Tio Sam, fazendo cursos, e o tempo anda curto para a escrita por essas bandas. Assim que possível, atualizo as notícias.
Só para não deixar passar em branco, amanhã estarei indo para o show da Maddona :)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Atividades culturais

Voltando ao assunto da minha viagem, ainda tenho alugmas coisas interessantes para contar, dentre elas os programas culturais que fiz.
O primeiro deles é o filme Mamma Mia! que eu recomendo muito. Além de ser divertido, a paisagem grega do cenário é belíssima, e as músicas do Abba cantadas e interpretadas pela incrível Meryll Streep e demais atores, dentre eles o 007, Pierce Brosnan, fazem com que o filme agrade e se torne imperdível!!
Sem querer, passeando pelas ruas de San Francisco, vi um cartaz que indicava uma exposição da Frida Khalo no Museu de Arte Moderna. Corri para conferir e valeu muito a pena! Para quem viu o filme ou conhece a trajetória da artista, poder ver seus quadros ao vivo é entrar em sintonia direta com a autora e ver retratado na tela todo o sofrimento interior pelas dificuldades que ela passou.
Assistir o show do Colplay ao vivo dispensa qualquer comentário! Assistir ao lado do palco, com os músicos muito perto é de tirar o fôlego. Lá pelas tantas, desceram do palco e saíram correndo pelo meio das arquibancadas, indo tocar no meio do público. Os caras arrasaram em carisma e música de qualidade. Bom demais!!
Para completar, na Galeria Nacional e no Museu de Arte Moderna de Washington, além de ver telas de mestres impressionistas, que eu adoro, como Monet, Cezane, Van Gogh, Renoir; admirar as esculturas famosas do Rodin, como O pensador e O beijo, ainda vi uma tela do Diego Rivera, marido da Frida Khalo, e alguns quadros do Picasso.
Não podia ser melhor!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Politicamente Corretos


Malas na porta
Continuando minha inserção no "american way of life" começo falando da minha surpresa, ao chegar no aeroporto de San Diego e constatar que minha bagagem saía numa esteira que estava diretamente no saguão, onde a porta dava para diretamente para a rua. Isto é, todas as pessoas que esperavam os passageiros que chegavam dos vôos tinham acesso à esteira e se alguém resolvesse levar uma mala daquelas, sabe-se lá como fazer para recuperá-la.
Sei lá, para uma brasileira é muito estranho. Tudo bem que eles quase não tenham criminalidade, mas um pouco de precaução não faria mal a ninguém. Se some a bagagem de alguém, imagina a incomodação?
Entregas do correio deixadas na porta externa do ap
Lembro, também, que, em Washington, quando morei lá no ano passado, as pessoas faziam compras pela internet, e o correio deixava as entregas nas portas dos respectivos apartamentos, na área comum do prédio, e ninguém mexia nas coisas de ninguém. Até fiz umas compras na Amazon e, quando chegava em casa, elas estavam lá na minha porta me esperando.
Ah, se essas cenas fossem no Brasil...
Auto-atendimento no mercado
A Linda entrou no supermercado com o carrinho cheio de compras do concorrente, ninguém parou-a na entrada exigindo que deixasse tudo na portaria ou que ensacasse e lacrasse as coisas para que não houvesse a possibilidade de colocar algum produto nas bolsas dos clientes. Pois ela não só fez compras, colocando-as no mesmo carrinho onde já estavam as outras compras, como passou os produtos na máquina de auto-atendimento pagou, ensacou as demais compras e foi embora, sem a intervenção de ninguém. Imaginem esse sistema no terceiro mundo... No way!
Sacolas de papel
Ah, a onda de prevenção do meio ambiente também chegou por aqui. No supermercado, fazem questão de usar sacolas de papel (que imagino serem de papel reciclado, ou não haveria razão de ser) ao invés das de plástico ou trazem a sua própria sacola de pano de casa. Na maioria dos banheiros, há máquina de ar quente para secar as mãos ao invés de papel toalha, para poupar as árvores. Nesse caso, para mim, já é um contra-senso, pois a energia elétrica também é produto escasso. Sua obtenção geralmente vem de hidroelétricas que, para existirem, necessitam alagar regiões inteiras, prejudicando a fauna e a flora e blá, blá, blá, não vou me estender, pois o assunto mereceria um capítulo à parte. Fica apenas a pergunta: Só o Brasil tem crise energética?
No smoke, no alcoohol, no glass bottles
Na praia, em Pacific Bay, observei escrito no murinho que separa a calçada da areia, a seguinte incrição: No smoke, no alcoohol, no glass bottles (foto acima). Uau! Pareceu-me tão exagerado. E a gente reclamando da lei seca. Pelo menos, tenho que admitir, que as praias são muito mais limpas e ordeiras que as nossas. Mas também muito mais sérias! Além disso, mais uma vez, temos os bons pagando pelos maus .
Mais tarde, num bar, sentei com meus colegas da escola numa mesa na calçada e não pudemos beber nada de álcool, porque estávamos sentados na rua, e na rua não pode beber álcool.
- Só se tiver uma cerca – explicou a garçonete. Olhamos uns para os outros, como quem não estava entendendo, pois no bar tinha uma cerca ao redor de onde estavam as mesas. Então ela explicou que tinha que ser uma cerca completamente fechada, não podia ter abertura alguma para a calçada e aquela tinha. Olhei para o bar ao lado, onde as pessoas bebiam numa espécie de "xiqueirinho de criança", onde a gente deixa elas cercadinhas para não ter problema de fazer nada errado? Pois é, lá só quem está no "xiqueirinho fechado" pode beber álcool.
Salva-vidas de piscina
Acabei me lembrando de outra esquisitice. Lá no meu condomínio em Washington, tinha salva-vidas na piscina. É sério! E o pior de tudo é que de tanto em tanto tempo ele(ou ela) gritava: break time, 15 minutes. E todo mundo imediatamente saia da piscina – adultos e crianças. Aí passados os 15 minutos, ele (ou ela) voltava e dizia: work time. E todo mundo voltava para a água. E assim era o dia tudo: lunch time, break time, work time! Vamos combinar que é muita neurose, não? A presença do salva-vidas, além de encarecer o valor do condomínio, transformava o ir à piscina em um momento de estresse, pois toda vez que eu entrava na água, parecia que, a qualquer momento ele ia gritar break time e eu ia ter que sair.
Isso sim é legítima coisa de americano! É tudo tão politicamente correto que chega a dar raiva!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Férias na Califórnia- Diário de Bordo


(Max, Chris, eu, Linda, George e Cleare)

Bem, após tanto tempo, está na hora de atualizar o blog, não é?
A correria foi grande, pois estive super ocupada com os preparativos da viagem para os EUA e, quando cheguei aqui, a correria continuou: aula de inglês, passeios, etc.
Para começar, é bom dizer que cheguei em San Diego dia 18, depois de algum transtorno. É que quando estava para fazer, em SP, o embarque internacional, dei-me conta que chegaria em Atlanta à tardinha, mas minha conexão era só para a noite do dia seguinte. Liga para a agência, espera, confusão, check in fechando, achei melhor embarcar. Melhor dormir em Atlanta que em SP. Viajei preocupada. Em Atlanta, conseguiram me encaixar no vôo igual ao que eu tinha, mas para o mesmo dia. Liga para a agência e avisa. Já tinham reservado hotel para mim em Atlanta (bom, eles que cancelassem, afinal o erro não foi meu). Liga para a homestay (casa de família) para avisar que eu ia chegar um dia antes. Por sorte, a dona da casa foi super legal e disse que não teria problema. Depois falo mais sobre a Linda (é o nome dela). Pedi informação no aeroporto de San Diego e me disseram que valia mais a pena pegar um shuttle (van que faz transporte de passageiros). Pois não é que o motorista não sabia o caminho, tive que ligar para a Linda explicar para ele, e me cobrou $7 a mais do que o combinado porque se localizava no bairro seguinte e não no que ele tinha pensado.
Pelo menos a homestay é melhor do que eu esperava. A casa da Linda é toda bonitinha, meu quarto é enorme, com tv, acesso à internet e closet. A Linda é jovem e muito simpática e seus "pets" são uns fofos: a Missy - uma cadela peluda e cinza que não sei que raça é; e o Louis (lui), um gato metido, que adora andar por cima das minhas coisas quando deixo a porta aberta e xeretar tudo. Outro dia pulou para dentro da minha gaveta.
O final de semana também foi ótimo, pois a Linda me apresentou os amigos dela e eu falei muito inglês, a ponto de ficar com a cabeça doendo. Ela tem um casal de amigos de Londres que estão passando as férias em San Diego com os filhos. O sotaque deles é tão chique! (e tão mais difícil de entender). No domingo de manhã, fomos todos tomar um café tipicamente americando, com direito a panquecas, ovos, salsicha, bacon, etc. Depois não consegui almoçar, mas gostei muito. É diferente do que estamos acostumados.
Bom, aos poucos vou contando os acontecimentos daqui.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

The dream is almost over!!!

Definitivamente, meu curso acabou!!
Hoje tivemos o almoço oficial de encerramento.
Puxa, é tão triste! Foi uma temporada maravilhosa!
Por mais que tenha passado algumas dificuldades, em decorrência de estar longe das pessoas que amo, posso afirmar, sem medo de errar, que esse período em Washington foi uma das maiores e mais gratificantes experiências da minha vida.
Já estou com saudade de tudo isso!!
Se eu moraria aqui?
Talvez, se pudesse trazer o Gustavo, a Maya, minha família, meus amigos, meu trabalho.
Ainda assim, não sei se conseguiria viver fora do Brasil definitivamente.
Nada como a terra da gente, onde todos falam a sua língua.
Quando escuto o português, parece que as palavras fluem para dentro de mim, facilmente, naturalmente, sem qualquer esforço. É como ouvir uma música que se gosta muito.
De qualquer forma, adorei ter vivido tudo isso. Um sonho do qual estou prestes a acordar.
Semana que vem já estarei no Brasil.
Não vai ser fácil voltar para o mundo real...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Antes de eu voltar para casa...


De repente, comecei a me dar conta que o curso em Washington está acabando
Eu ouvia o Professor Ferrer falar, outro dia, com todo entusiasmo que lhe é peculiar
A respeito do crescimento do Brasil
Do quanto somos especiais,
De como somos privilegiados de termos sido escolhidos para fazer esse curso
E que a gente pode fazer muito pelo nosso país
Que o Brasil pode ser muito bem sucedido, com pessoas como a gente trabalhando por isso
E já está sendo, cada dia mais
Somos a elite de nosso país, somos inteligentes, temos formação, trabalhamos em órgãos públicos, tivemos a chance de ver o mundo de outro ângulo.
Ele espera que nós voltemos, e como os outros que já fizeram esse curso, demos continuidade a esse desenvolvimento do Brasil.
Segundo ele, se forem dadas condições para as pessoas trabalharem e fazer o que elas sabem melhor, vão progredir e melhorar sua vida e, conseqüentemente, contribuir para o crescimento do país também.
Enquanto ouvia isso, fui ficando cada vez mais emocionada.
Tanto pelas palavras do Professor,
Mas também pelo tom de despedida que foi invadindo
E tocando profundamente
Lágrimas... nunca consigo controlá-las
Foram quatro meses de convivência, amizade, estresse, estudo,
experiência, alegrias, dificuldades, saudade, solidão, compras, passeios, brigas, risadas...
Dou-me conta que nem sempre fui uma boa companhia,
De quanto eu podia ter sido uma pessoa melhor
E contornado maus-entendidos
Pode não ser fácil,
às vezes não percebemos
que somos pesados, e nem todo mundo está a fim de nos carregar.
Peço desculpas por quando fui pesada
Com certeza foi por fraqueza de não saber lidar com essa situação nova
Mais difícil ainda quando se está só
Longe de quem amamos
Esse grupo, que se conheceu há pouco, passa a ser nossa família
E como em toda família, pode haver desentendimentos...
e reconciliações...
Nunca é tarde
A vida tem várias formas de nos fazer crescer
Levo um pedacinho de vocês,
Cada um de um modo
Como é cada um
A seu modo, especial
Já sinto saudade de tudo isso
De todos...
Sinto que voltamos diferentes...
Que essa experiência nos impulsione
Em múltiplas direções,
mas que nossas ações convirjam para um único resultado:
O de ter contribuído de alguma forma para um Brasil melhor.
Obrigada IBI e Instituto Minerva, por acreditar que o Brasil pode dar certo
E por apostar na gente para fazer isso acontecer.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Snow


Hoje nevou!!
Apesar do frio, atrevemo-nos a caminhar na neve, tirando milhões de fotos.
A cidade coberta de gelo.
Uma paisagem que só vejo quando viajo, porque no sul do Brasil, por mais frio que faça, difícil vermos neve. Ou em cartões postais.
Tive meu dia de turista deslumbrada, caminhei pelas ruas de Washington, passei frio, congelei as mãos, os pés, tudo o mais, fiz meus próprios cartões postais.
Adorei, mas para mim já está suficiente, viu?
Não precisa mais nevar não. Já estou louca para ir para o calor do Brasil.
Sol, praia, pouca roupa...
Bem, falta pouco!
Por enquanto fico aqui curtindo a paisagem!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Halloween

(Ei, olha quanta gente lá atrás!!)


Bruxas, diabos, anjos, abelhas, monstros...
São 8 da noite, de 31 de outubro, e as ruas em Georgetown já estão cheias.
Tento entender o que vai acontecer, mas tudo é muito esquisito.
Carros de polícia, cancelas nas calçadas. Dá a impressão que vai ter uma parada de Halloween.
Ninguém sabe o que está para acontecer.
Cada vez mais pessoas aparecem. Mais um pouco e não se consegue mais andar.
Os bichos estão soltos. Tiram fotos entre si. Outros, sem fantasia, querem tirar foto com os bichos. Calçada intransitável, flashes, carnaval sem música.
Quero compreender a lógica da comemoração, no entanto tudo é muito novo para mim.
Não costumamos comemorar essa data.
Não teve parada alguma. Alguém sabe para que aquelas câmeras filmadoras?
As pessoas apenas ficavam andando para lá e para cá com as fantasias, entrando e saindo dos bares, bebendo e tirando fotos. Pelo jeito, a graça do negócio é você ter uma fantasia tão legal que as pessoas lhe parem para tirar foto com você.
Acho que um pouco também aproveitavam o fato de ficarem incógnitas sob as fantasias.
O que você faria se ninguém soubesse que era você?
Voltei para casa sem entender!

domingo, 14 de outubro de 2007

Washington

(foto Georgetown- Washington DC)
A cidade não fala minha língua
As pessoas muito menos
Continuo mais estrangeira do que nunca
Mais uma na multidão
Estranha sensação de não pertencer
Caminha-se pelas ruas incógnita
Você presta atenção em tudo
Ninguém presta atenção em você

Sim, eu falo a sua língua
E daí?
Quem não fala?
Eu. Neste momento, quase só falo a minha

Na outra margem, vejo cores iguais ...
não, são pessoas
Têm seus próprios códigos, estão em sintonia
Escuto, mas não compreendo
Cadê o barco que me leva para o outro lado?
Se pelo menos eu soubesse como atravessar esse rio...
Se vencesse meus medos, minha timidez, poderia pegar uma carona,
ou tentar sair nadando
E me infiltrar por entre as tribos
Quanta coisa a mais não traria para casa
Para meu azar, a fórmula não está disponível no mercado
Por ora, sigo contemplando este vasto rio
Tentando encontrar um jeito de voar para o outro lado

sábado, 6 de outubro de 2007

Big Brother

(foto Capitólio - Washington DC)
Faz um pouco mais de um mês que cheguei em Washington e acho que até o final do meu curso, em dezembro, devo matar alguém kkkkkkkk.
É sério! Começo a compreender o que aquelas pessoas que participam do Big Brother sentem. São colocados dentro de uma casa, onde não podem sair, com um bando de gente desconhecida, cada um com suas manias, idiossincrasias, convivendo vinte quatro horas por dia. Só pode acabar em confusão, intriga, briga, essas coisas.
O que isso tem a ver comigo? Bem estou num outro país, sozinha, de onde não posso sair até dezembro, fazendo um curso de macroeconomia, dificílimo (e em inglês), que não tenho a mínima noção e convivendo praticamente todos os dias (ou no mínimo três vezes por semana), manhã e tarde, com mais sete pessoas que acabei de conhecer e estão na mesma situação que eu. Jamais fui uma mulher estressada ou de me indispor com as pessoas. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa calma, pacienciosa e de fácil trato. Não é o que se tem visto aqui.
O convívio com estes colegas, principalmente com alguns dos rapazes, tem despertado um lado meu que eu não sabia que tinha ou não conhecia. Não sei se é toda essa situação inusitada de estar num país diferente, outra cultura, longe dos amigos e das pessoas queridas, as dificuldades inerentes a tudo isso, sei eu, o que acontece é que começamos com pequenas discussões que estão ficando cada vez mais sérias.
Os rapazes têm o hábito de fazer umas brincadeiras um tanto ofensivas (que até acho que deve ser comum entre os homens) e não sei se é a convivência, a proximidade, que acabam quebrando as barreiras do respeito entre as pessoas ou o quê, mas elas estão cada vez ficando mais pesadas e melindrosas. Por fim, vejo-me sendo ríspida e dizendo coisas rudes que habitualmente não diria. Lei da ação e reação. Dá a impressão que estão testando os meus limites para ver até onde agüento. Só que, estando todo mundo com os nervos à flor da pele e estressados, acaba cada um dizendo o que quer e ouvindo o que não quer.
Tenho consciência de que preciso melhorar minha atitude, não devo aceitar as provocações ou replicar, mas será que só eu me dou conta disso? Será que eles não vão perceber que está demais e devem ter mais cuidado com o que falam? Provavelmente não. Poucas pessoas fazem auto-análise e revêem seus erros.
Preciso parar de agir dessa maneira ou logo vou ser colocada no paredão, como a chata, estressada da turma, ou a que não sabe brincar, porém confesso que está difícil. Quem sabe se tentasse meditação, ioga, algo zen. Se conseguir superar isso, terei aprendido grandes lições de vida, de equilíbrio, de autocontrole. Juro que estou me esforçando. Entretanto, pequenos incidentes ficam ultradimensionados aqui e há perigo de explosão a qualquer momento. Difícil evitar. Não tem para onde fugir. Washington é a casa do Big Brother dessas oito pessoas.
Haverá uma recompensa por ficar quatro meses aprisionada em outro país com um bando de gentlemen? Não percam os próximos capítulos dessa versão do Big Brother em Washington.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Lost

Cheguei a Washington há três dias, mas ainda não tenho muita noção do lugar em que me encontro ou de seu tamanho. Na verdade, moro numa cidade nos seus arredores, chamada Alexandria. Por enquanto, conheço a extensão da linha de ônibus que vai de minha casa à estação de metrô (King Station) e desta até a Univerdidade George Washington.
Dá uma sensação estranha essa de não saber direito onde se está e de como as coisas funcionam. É uma descoberta a cada tanto.
Diria que é a mesma sensação que sinto quando entro no supermercado próximo a minha casa. Não pensei que existissem tantas marcas de cada coisa (para que vinte marcas de água mineral? Até onde eu saiba, água é água; por outro lado, não se encontra uma marca sequer de água com gás, que eu adoro, para minha infelicidade).
Os americanos são especialistas em comidas prontas para levar -nesse supermercado tem desde sushi e frango assado até sopa enlatada-, enfim tudo que se possa imaginar para facilitar a vida na cozinha.
Eu sei, no Brasil também temos essas coisa, porém, em tamanha variedade, acho que nunca vi.
Só que tem um problema. Há tanta coisa, tanta diversidade, que você perde um tempão tentando descobrir o que é e escolher uma das opções disponíveis. Dá um trabalho enorme comparar preço, quantidade, quando há tantas marcas da mesma coisa.
Ontem fiquei mais de uma hora no supermercado para comprar meia dúzia de coisas. Eu não sei se o povo já está acostumado e vai direto no que procura. Eu fico lá horas e ainda tem coisas que não tenho nem idéia do que sejam.
Então me pergunto se vale a pena ter tanta variedade assim pelo tempo que demanda a ida ou mercado. Juro que preferia que tivesse duas ou três marcas e pronto. O tempo que se ganha não tendo que cozinhar, perde-se catando as coisas nos corredores . E o sentimento de estar comprando “gato por lebre” parece inevitável.
Ainda é cedo para dizer, mas acho que tanta diversidade acaba atrasando a vida da gente. Melhor dominar o lugar onde se esta e saber os corredores do supermercado de cor, com seu conteúdo. O desconhecido só me diverte até certo limite.
Pretendo comprar um guia de Washington urgentemente e resolver meu problema de localização. Quanto às comprar, bem, ou compro sempre as mesmas coisas que já experimentei e sei mais ou menos onde estão para não perder tempo ou... lá se vão mais algumas horas em pesquisa e exercício de inglês tentando decifrar todos aqueles rótulos e do que se trata. NO WAY!!!
(escrito em 24/08/07)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Dobrando o Mapa

Foto Gustavo Barreto (http://www.olhares.com/gbarreto Calçada na Orla de Atalaia)

O melhor de viajar é que, além de você conhecer um lugar novo, vive tanta coisa diferente, experimenta outras culturas, conhece pessoas.
Como diz um amigo meu, é muito legal poder dobrar o mapa e aventurar-se por esse país tão diversificado.
De Porto Alegre, diretamente para Aracaju, com pit stop em São Paulo para entrevista no Consulado Americano, as diferenças já iniciam assim que saio do avião.
Vinda de um frio de oito graus, aproximadamente, desci, no aeroporto da capital sergipana, vestindo calça jeans, botas de plataforma, blusão de lã, jaqueta e cachecol, dando de cara com uma noite úmida de vinte e cinco graus. As pessoas deviam estar pensando que eu vinha do pólo norte. Ou como me disse um amigo baiano que mora aqui há anos: - O pessoal deve ter te olhado e pensado "Essa aí foi viajar para o frio e agora vem vestida assim para aparecer."
No hotel, após o check in, às 2h da manhã, o atendente me informa que o café da manhã está servido e que eu ficasse à vontade. "Quê, como assim, às 2h da manhã?" Claro, o café funcionava da 1h às 10h. Humm... Esse pessoal deve ser meio notívago. Carne de sol, cuscus, mandioca, bolo de tapioca, suco de úmbu, graviola e mangaba, compondo o cardápio, completaram minha estranheza.
As diferenças não pararam por aí.
Divirto-me com o jeito deles de falar, rápido e com o sotaque nordestino carregado. Anoto algumas expressões para não esquecer: Repare, ói, ói ela, dia de quinta, hente (para dizer gente com a pronúncia do h do inglês), minha tia (com TI mesmo e não TCHIA, como falamos em Porto Alegre), di dia ( com DI ao invés de nossa pronúncia de DGIA), e a falta dos artigos definidas na frente dos nomes próprios: esse é o hotel DE Angela (e não DA Angela) ou Paula me ligou (ao invés de A Paula me ligou).
Também descobri que há uma rivalidade com Salvador, na busca do sotaque perfeito. Os baianos acham que o sotaque deles é melhor e detestam o do sergipano; estes já acham que o seu é que é bonito e o correto. Confesso que, para uma gaúcha, sem querer ofender ninguém, inicialmente, os sotaques me pareciam todos iguais. Só depois de um tempo aqui, e após ter ido tantas vezes a Salvador, e convivido com baianos e sergipanos concomitantemente, prestando bem atenção, é que comecei a reparar as diferenças do jeito baiano de ser e do sergipano de falar. Mas não é fácil não.
O elemento humano é o melhor. Qualquer lugar fica interessante quando você está em boa companhia. Talvez por isso eu esteja achando o máximo essa cidade. Ainda que com suas limitações em termos de infra-estrutura, opções culturais e de lazer, que outras capitais, mesmo do nordeste, oferecem, acho-a charmosa em sua simplicidade. Quem tem amigos tem tudo. E, aqui, as amizades que fiz tem feito eu me sentir em casa. É como se estivesse em uma cidadezinha do interior, pois todos se conhecem e acabam se encontrando nos mesmos lugares. Fico sabendo das histórias, da vida das pessoas, das festas e do que está acontecendo de legal na cidade, além de freqüentar os mesmos picos dos nativos. Em pleno julho, fui a uma festa na beira da praia, onde teve show do Capital Inicial, enquanto, no sul, os porto alegrenses tilintavam de frio. Freqüentei alguns barzinhos e baladas, cheio de gente bonita e pouca roupa. Parece inacreditável que eu esteja falando do mesmo país.
Adoro muito tudo isso! Gosto de ir para um lugar e curtir a vida dali, saber como as pessoas vivem, seus hábitos e modas. Conhecer pessoas, fazer amigos.. Não acho graça em conhecer dez lugares correndo. Prefiro demorar mais em um só e levar um pedacinho da experiência dali, com tudo que essa vivência representa. E, nesse momento, isso tem me feito muito bem. Dá até vontade de ficar...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Washington, I'm going...

Recentemente recebi a notícia que tanto esperava: fui selecionada para realizar um curso em Washington, com bolsa de estudos, de quatro meses. Estarei de agosto a dezembro deste ano estudando na George Washington University, num curso de macroeconomia. O interessante é que estarei fazendo coisas que eu adoro - aprimorando meu inglês, estudando direito, conhecendo um lugar novo. Nesse período, vou ter de trancar a faculdade de Formação de Escritores e Agentes Literários na Unisinos, mas espero continuar produzindo textos literários e postando-os aqui, além de manter notícias atualizadas de lá. It'll be great!

Sombrinhas Paraguaias

Paulinho Marchese e Fabiano Cerolli, o Mano, pediram que eu escrevesse contando essa história. Viajaram com as esposas para a Espanha em fevereiro do ano passado. Adoraram Lugo, com sua muralha medieval e suas lojas e restaurantes charmosos. Brincaram na neve e esquiaram nas montanhas geladas da região da Galícia. Conheceram Madri e sua movimentada vida noturna, seus monumentos e pontos turísticos e o estádio do Real Madri.
Durante um jantar, o Paulinho estava me contando os acontecimentos da viagem e sobre o jogo do Real Madri. Ele e o Mano tinham deixado as esposas no hotel e se aventurado a ir, de metrô, ao estádio para ver o jogo do Real Madri contra o Liverpool. Estava chovendo, então levaram as sombrinhas das esposas. O detalhe é que nenhum dos dois sabia falar espanhol. Nem portunhol. Viravam-se com um português com sotaque. E não tinham ingresso.
O jogo era importante e iam tentar comprar de cambistas na frente do estádio. No hotel, asseguraram que teria alguém vendendo. Conseguiram, não sei como, comunicar-se com um senhor e compraram dois ingressos por cem euros cada. Na entrada do estádio, ficaram preocupados, pois viam que os ingressos das outras pessoas eram diferentes. Acharam que o deles era falso e que seriam barrados. O Paulinho falou, relembrando o episódio:
- Tínhamos de passar por uma revista para entrar, Angela, eles estavam parando todo mundo. O Mano me empurrou na frente. Olha só o que é a segurança dos caras. Um deles, só de apalpar a sombrinha, que estava dentro da sacola de plástico que eu levava, descobriu que era do Paraguai.
- Como assim? - perguntei.
-Quando chegou a nossa vez, ele apalpou a sacola e disse: Paraguai, Paraguai?- respondi que sim e ele me deixou passar.
Depois, a esposa do Paulinho protestou:
- Mas a minha sombrinha não é do Paraguai.
Achei aquilo estranho e perguntei:
- Tem certeza que ele falou "Paraguai?", por acaso não falou paraguas?
- Sim, paraguai, paraguas, algo assim. Só de apalpar ele descobriu - me disse o Paulinho, entusiasmado com a eficiência dos seguranças espanhóis.
Comecei a rir e falei: - Claro, Paulinho. Porque sombrinha em espanhol é paraguas.
Todos desataram a rir, e esse episódio foi escolhido como o mais engraçado da viagem.
(texto publicado no caderno viagem da Zero Hora em15-05-07)